sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Cozinha Mineira - Uai!!!

Foto Divulgação
Nesse feriado, a dica é um restaurante que oferece uma excelente cozinha brasileira, além de um atendimento de primeira.
A área externa é linda e possibilita um almoço agradável para toda a família. O cardápio traz delícias mineira. O ambiente é decorado com um fogão à lenha e móveis antigos.
Experimentem o leitão à pururuca, que acompanha couve, tutu e arroz, e o mexido, com arroz, feijão, carne seca desfiada, lombo, couve, ovo, queijo e banana à milanesa.
A técnica caseira é do chef Hélio de Oliveira Fernandes. Para acompanhar a comida, a casa serve cachaças da região de Salinas.

Xopotó
R. Doutor Fadlo Haidar, 136 - Vila Olímpia - São Paulo - SP.
Tel: (11) 3849-1267

Mario Cravo Neto revelou a Bahia para o mundo

"Sucesso é. poder fazer aquilo que quer!”; “No fundo... acredito que a fotografia é um auto-retrato”; “Não sei fazer nada forçado, eu apenas me envolvo” (dizia Mario Cravo)

Ele foi considerado – segundo os especialistas da área – um dos fotógrafos brasileiros mais valorizados e reconhecidos no exterior. Com a série de fotografias Odé, em tamanho 98 x 98 cm, seu trabalho já foi cotado nas galerias internacionais por US$ 30 mil, cada imagem!
A obra desse fotógrafo além de muito valiosa é formada por imagens impactantes – principalmente no que diz respeito à religião e a cultura afro. Conheça os mistérios e o talento de Mario Cravo Neto!

Por Rosana Araujo (homenagem a Mario Cravo Neto - entrevista fornecida em Jan/2009)
Fotos: Mario Cravo Neto


Tanto reconhecimento e talento, não tirou a humildade do artista Mario Cravo, onde que montou um estúdio num mezanino de madeira, em sua própria casa, localizada num bairro afastado de Salvador. “As pessoas falam. No fundo, a fotografia me deu oportunidade como dá a outros artistas do ramo para expor fora do País. Minha obra é valorizada porque minhas imagens são todas adicionadas, elas são parte de uma edição limitada – todas são numeradas, assinadas e datadas. Eu faço apenas 15 cópias de cada. Isso torna a fotografia e aquele objeto um pouco mais valioso. Não é porque é melhor ou é pior ao de outro artista. Trata-se de um fator quantitativo. É uma questão técnica!”, comenta o fotógrafo sobre o valor de suas obras.
Ele mesmo se define: um personagem misterioso, alternativo e, principalmente, poético. “Eu sou o que faço e faço o que sou”. Segundo ele toda a imagem que se fotografa, você se apropria. “Quando fotografo alguém, estou me colocando naquela pessoa, por causa da minha visão, da minha ótica, do meu ângulo. No momento em se fotografa e se faz um enquadramento daquele personagem ou daquele elemento, você faz fundamentado nas suas bases e nas crenças interiores”.
Mario Cravo exprime em suas fotografias muito do misticismo da Bahia. “Não diria puramente que sou um místico, mas meu trabalho é, pois a criação é a poesia, e ela é o único elemento que pode dar uma visão do misticismo Acho difícil definir onde reside o lado místico no meu trabalho e onde ele permanece dentro de mim. Um é o reflexo do outro! No fundo, no fundo, é algo que brota da intimidade de cada um”, explica.
Sua obra é rodeada de imagens forte e de personagens negros e rituais afros. “Somos frutos desta Bahia de todos os santos. Acho que conseguimos conciliar de uma forma, um tanto plausiva as etnias e religiosidade, o sincretismo religioso e essa mistura de raças. A presença do negro, do africano, é primordial na cultura baiana. Mas o que é o negro exatamente? Pra mim, não existe mais isso. No momento em que a coisa está tão misturada, o negro africano aqui já não é mais o negro que veio da África. Ele possui uma identidade própria. No entanto, eu gosto da coloração da pele negra, ela brilha mais. Com suor fica mais sensível, é mais sensual.”
OS elementos e representações do candomblé também são alvos fortes das lentes de Cravo Neto, além de vivenciá-los diariamente. Até mesmo alguns dos seus trabalhos foram oferendas para entidades. “A cidade de Salvador é um grande candomblé, as danças e as festas populares são exemplos disso. Todas as nossas festas populares são rituais sacros e profanos. De um lado, a Igreja, o cristianismo e, do outro lado, a religião afro. O candomblé, de uma forma ou de outra, é a instituição, é a matriz das manifestações populares. Nos últimos anos, eu me envolvi profundamente na temática do candomblé. Passei sete anos num terreiro fazendo obrigações, fotografando coisas ligadas aos rituais. Nunca tive essa oportunidade antes. O candomblé é a relação do homem com a natureza. No fundo, os orixás são forças da natureza – representam os rios, as matas, as plantas e o corpo. Isso já em nós, faz parte da nossa herança. Eu não creio que nada esteja fora da pessoa, creio que tudo está na cabeça do homem. É um processo que expressa o que está dentro de si através de uma ação criadora – como a fotografia, pintura, música. Veja todo o ritualismo da música baiana. Ela é fundamentada mais na nossa cultura afro-baiana, do que no cristianismo. Exemplos como Carlinhos Brown, Chiclete com Banana, Daniela Mercury, a maior parte das músicas está ligada a esta herança. A arte baiana nos oferece um momento de participação popular em grande escala, muito mais do que a arte erudita. É bem possível que estejamos neste momento transmitindo ao mundo, e às pessoas, um pouco desta riqueza; um pouco da natureza em si”, explica.
Cravo Neto também nos contou sobre o livro LARÓYÈ que foi dedicado ao Exu. “Não foi bem isso. Esse livro, LARÓYÈ, é uma saudação ao Exu. Esse orixá, para você ter uma idéia, é um personagem que sempre acompanhou a minha família, um elemento e personagem místico. Temos dois personagens, na Bahia, que sempre nos chamaram muita atenção. Isso vou falar em nome também do escultor Mario Cravo Junior (meu pai). Um é Cristo crucificado, sincretizado por Oxalá, a divindade do bem, da luz e da água; e Exu, que é a figura mediadora. Esse elemento é o criativo que aflora em todos nós. Exu, dentro do ritual, é uma outra questão. Porém, no momento em que você fotografa as pessoas na rua, as confusões, as brigas, o calor humano, você está dialogando com o Exu, que é uma entidade religiosa e, ao mesmo tempo, profana. Eu diria até que Exu é a nossa consciência. Ele tem os dois lados (o bem e o mal), mas não o cristão. O Exu na África é uma divindade ligada à sexualidade, é o patrono da sexualidade. E nada é mais sexual do que a cidade de Salvador. Eu devo ter aproximadamente 300 mil imagens no meu acervo, já que são 30 anos de trabalho de fotografia. Num certo momento, decidi fazer uma seleção de imagens que fossem uma seqüência em movimento no virar das páginas, não tinha nada a ver com Exu.”
Ele continua...
“Mas ele já estava presente naquele momento, cutucando e amaciando. Então, o que aconteceu? O trabalho ficou pronto e, quando consegui publicar, coloquei Exu na história. Nessa época, estudava como é a relação do Exu dentro da cultura Iorubá, na nossa cultura de candomblé. Foi aí que soube que Exu é o elemento que gerencia o movimento do corpo humano e seu interior, as suas funções vitais. Então resolvi juntar as duas coisas. Não tem imagens de culto, mas está ligado ao corpo e ao movimento dentro do espaço. No momento em que você tem uma ação que tem que ser empreendida, é preciso estar próximo dele.”
“Não vejo Exu somente dentro do ritual. Ele é uma energia interior criativa que todos nós temos. O meu fundamento religioso é esse. É colocar para fora o que eu creio. Só posso me expressar através da linguagem poética, que é a linguagem da expressão universal, das artes. Se não puder criar, minha vida não tem valor.”
Além de fotógrafo, Cravo Neto já fez trabalhos para o cinema na década de 70 com o superwood e a fazer experiências, quando estava envolvido com as artes conceituais, que é uma linguagem sem uma mídia específica – como a fotografia parada ou em seqüência, os objetos achados... coisas que você encontra dentro de um conceito e é também é escultor. “Fui criado numa casa no Rio Vermelho, onde meu pai tinha um estúdio. Lá passavam pessoas, personagens malucos, gente simples, intelectuais, poetas e artistas. Cresci dentro dessa atmosfera. Essa relação com as artes vem desde a minha infância. Comecei a me dedicar e praticar a escultura desde os 16 anos. Por incrível que possa parecer, a fotografia também. Eu pratico as duas atividades simultaneamente. Só após a década de 80 e no início da década 90 é que consegui a me dedicar mais à fotografia. Isso aconteceu por que chegou um momento em que comecei a dar mais importância para o aspecto profissional. A vida nos leva por caminhos estranhos. Os compromissos vão acontecendo. Mas continuo fazendo minhas pesquisas e trabalhos tridimensionais”.
Em 2008, o fotógrafo participou de exposições em Madrid e Londres. “Também fiz a mostra e o livro “A Flecha em Repouso”, na Galeria Paulo Darzé, em Salvador e, outras por aí...”, conta
Já para 2009, o artista conta que possui três importantes projetos. “Estarei envolvido em uma instalação no MAM BA por volta de abril, na Pinacoteca de São Paulo, e em agosto, um outro livro, que ainda não posso falar... Além disso, ainda estar e continuar vivo talvez não seja um projeto, mas por estar, nos lembramos de alguns momentos especiais”, finaliza.


Mario Cravo Neto nasceu dia 20 de Abril de 1947, em Salvador, Bahia. No ano de 1964, aos 17 anos, muda-se para a Alemanha, quando o seu pai, o escultor Mario Cravo Jr., participa do programa Artists in Residence, em Berlim. No mesmo período Cravo Neto dá início as suas experiências com escultura e fotografia. No ano de 1965 retorna ao Brasil, é premiado na I Bienal de Artes Plásticas da Bahia e, ainda naquele ano, faz sua primeira exposição individual. Entre 1968 e 1970, vive em Nova Iorque, onde estuda na Art Student League, sob a orientação do artista plástico Jack Krueger, um dos precursores da arte conceitual. Em 1970 publica sua primeira fotografia fora do Brasil no catálogo da exposição Information, Museu de Arte Moderna de Nova Iorque.

PRÊMIOS:
2005 Artist of The Year, Associação Brasileira de Críticos de Arte, São Paulo1997 Prize Waterhouse, Panorama da Arte Brasileira 97/Museu de Arte Moderna de São Paulo, São Paulo1996 Premio Nacional de Fotografia 1996, Ministerio da Cultura,"FUNARTE", Rio de Janeiro1995 Best Photographer of the Year, Associação Paulista de Críticos de Arte, São Paulo1980 Best Photographer of the Year, Associação Paulista de Críticos de Arte, São Paulo1978 2.nd Prize for Sculpture at PANORAMA 78, Museu de Arte Moderna de São Paulo, São Paulo1976 CORUJA DE OURO EMBRAFILME, Best Director of Photography of the Year 1976 with the film "UBIRAJARA", Rio de Janeiro1971 The Governor of the State of São Paulo Prize for Sculpture, IX Bienal Internacional de São Paulo, São Paulo1965 Sculpture Prize at the I Bienal de Artes Plásticas da Bahia, Salvador.

LIVROS
FLECHA EM REPOUSO - Áries Editora, Salvador, Bahia, 2008

O TIGRE DE DAHOMEY – A Serpente de Whydah, Áries Editora, Salvador, Bahia, 2004.

TRANCE TERRITORIES, Verlag Das Wunderhorn, Heidelberg, 2004.

NA TERRA SOB MEUS PES, CCBB, Rio de Janeiro, 2003.

THE ETERNOW NOW, Áries Editora, Salvador, Bahia, 2002.

CRAVO NETO - Áries Editora, Salvador, Bahia, 2002

MARIO CRAVO NETO - Carla Sozzani Editore, Milano, 2001

LARÓYÈ - Áries Editora, Salvador, Bahia, 2000

SALVADOR - Áries Editora, Salvador, Bahia 1999

ESPAÇO CRAVO - Áries Editora, Salvador, Bahia 1998

MARIO CRAVO NETO -Áries Editora, Salvador, Bahia 1995

MARIO CRAVO NETO - Edition Stemmle, Zürich 1994

ANGOLA - Fundacão Emílio Odebrecht, Salvador, Bahia 1991

MARIO CRAVO NETO - Idea book Edicione, Milano 1987

EXVOTO - Áries Editora, Salvador, Bahia 1986

OS ESTRANHOS FILHOS DA CASA - Áries Editora, Salvador, Bahia 1985

A CIDADE DA BAHIA - Áries Editora, Salvador, Bahia 1984

CRAVO, Áries Editora, Salvador, Bahia 198

BAHIA - Rhodia/Raizes, São Paulo 1980


Mario Cravo Neto - Site: www.cravoneto.com.br

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Novidades do Canvas

Novo Chef! Jan Erik Fois, um ítalo-holandês apaixonado por descobrir novos ingredientes vai atuar no Canvas, um dos restaurantes mais estrelados da cidade, que apresenta a proposta diferenciada de culinária associada à arte.
Desde 2002 Erik trabalha na rede Hilton, nas unidades australianas de Sidney e Melbourne. Antes de vir ao Brasil, ele havia recebido, e recusado, a transferência para outros países. “Além do aspecto profissional, tenho a preocupação com a qualidade de vida que meu filho terá. Eu e minha esposa consideramos o Brasil um bom local para criar nosso bebê, pois São Paulo é uma grande metrópole, e a meu ver, oferece uma infraestrutura similar à de Londres, onde já morei”, afirma.
O menu de estreia está quase pronto. O Chef conta que a primeira coisa que fez quando cheguei ao Brasil foi provar os alimentos, para conhecer os ingredientes daqui. “Sou muito aberto a novos sabores, pois muitas vezes eles podem dar um toque diferenciado aos pratos”.
Erik estudou gastronomia durante cinco anos em Roterdã, além de ter feito outros cursos de especialização. “Tenho certeza de que a experiência aqui no Brasil vai ser muito benéfica, tanto pessoal quanto profissionalmente”, garante.

O Restaurante Canvas fica lcalizado dentro do Hilton São Paulo Morumbi, especializado em comida contemporânea, que oferece inovações gastronômicas e receitas criativas.
Av. das Nações Unidas, 12.901, Torre Leste – Brooklin Novo
Tel.: (11) 2845-0055/0050/0000

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Sucesso instantâneo

Casas especializadas em Lamen - prato bastante popular no dia-a-dia dos japoneses - são uma verdadeira febre no bairro da Liberdade, em São Paulo

Por Aroldo de Oliveira Fotos Daniel Cancini

Caldo encorpado e saboroso, enriquecido com manteiga, guarnição especial de milho verde tipo japonês e vieiras; além de algas, broto de bambu, carne de porco, cebolinha picada e broto de feijão
O bairro da Liberdade é mesmo um universo paralelo dentro da capital paulista. Lá, encontramos tradicionais armazéns de produtos japoneses, com inúmeros produtos típicos a preços mais em conta do que nos grandes empórios de importados. Isso sem falar nos karaokês, praças típicas orientais e um punhado de pequenos restaurantes interessantes e que servem clássicos pratos japoneses, chineses e coreanos.
Dentre essas especialidades clássicas, o Lamen é uma das atuais estrelas. Trata-se de um prato de origem chinesa, mas que se desenvolveu com mais intensidade no Japão, adaptando-se ao gosto dos japoneses e se estabelecendo com um estilo bem peculiar, tornando-se popular no dia-a-dia dos nipônicos, na chamada cultura do Lamen. No Japão, aliás, em qualquer esquina é possível encontrar uma casa de Lamen-ya, que atrai apaixonados pelo macarrão e pelo saboroso caldo - com os devidos acompanhamentos - no qual a massa é imersa.
O que é Lamen?
O prato se caracteriza pelo caldo apurado (que serve de base para todas as especialidades de Lamen), pelo macarrão de ótima elasticidade e qualidade (diferente do famoso macarrão instantâneo de pacote que conhecemos no Brasil), pelos sabores que podem ser solicitados (normalmente os restaurantes oferecem molhos de shoyu, misso e shio) e pela diversidade de acompanhamentos que ele pode agregar, como ovo, carne de porco, broto de bambu, algas, entre outros.
O macarrão é feito de farinha de trigo - sua matéria-prima principal - amassada e misturada com água contendo bicarbonato de sódio, carbonato de potássio e outros álcalis. O caldo que serve de base é extraído de ossos suínos e frangos e misturado a um molho composto de diversos condimentos. Cada restaurante especializado em Lamen tem suas peculiaridades, com variações nos ingredientes para o preparo do caldo, no método de preparação do molho e na espessura do macarrão.
Verdadeiro Lamen
No bairro da Liberdade há alguns restaurantes que só servem Lamen, de vários tipos e sabores, como o Kazu. A casa está aberta há pouco mais de um ano, é pequena, tem decoração caprichada e só utiliza equipamentos e ingredientes de ponta, tudo para fazer o melhor Lamen da região. "Nosso macarrão é importado do Japão, pois a qualidade é sensivelmente superior. Temos equipamentos próprios para a preparação do prato e uma cozinha funcional, onde tudo está integrado", destaca Mauricio Kanashiro, que comanda o Kazu. Ele é um estudioso desta especialidade, morou no Japão por dez anos e hoje faz faculdade de Gastronomia na FMU. Sua ambição é poder difundir a cultura do Lamen por aqui e, claro, tornar-se um grande chef. O Kazu, assim como outros restaurantes de Lamen da região, oferece os três sabores básicos: misso (pasta de soja condimentada), shio (significa sal em japonês) e shoyu. Destaque ainda para o pastel guioza (bem sequinho, crocante e saboroso) e o arroz, imperdível.
Assim como o Kazu, é bom lembrar que há outros bons restaurantes especializados em Lamen na Liberdade. O Aska, por exemplo, tem algumas peculiaridades. Está sempre lotado - no almoço e no jantar -, o dono não gosta que o cliente enrole muito na mesa, ou seja, sentou, pediu, comeu, pagou, saiu! Serve também fartos lamens e, assim como no Kazu - só que em proporção maior -, sua cozinha é totalmente aberta. Então, o melhor lugar do restaurante é mesmo o balcão. De lá, você pode visualizar toda a preparação artesanal.
No Rong He, a especialidade são as massas apimentadas do norte da China e o cliente pode assistir ao chef preparando a massa na hora - ele faz tudo na mão. Acima, o Chaomamian: macarrão apimentado com frutos do mar, carne suína e repolho
O restaurante Porque Sim, que fica na mesma rua do Kazu, tem outros pratos no cardápio, mas sua especialidade é mesmo o Lamen. Um dos diferenciais da casa, que já tem 10 anos, são as salas de karaokê, que podem ser reservadas por hora. As menores custam R$ 40 e as maiores R$ 60. Enquanto apreciam os lamens e as saborosas guiozas, a diversão está garantida até altas horas. Nos fins de semana a casa tem clientes até 5 horas da manhã.
Características dos lamens
Shoyu Lamen
É o Lamen mais popular. Seu caldo, com sabor tradicional de shoyu, tem temperos variáveis de região para região, podendo ser cozido combinado a uma composição delicada e leve à base de ossos de frango e vegetais, ou encorpado, à base de ossos suínos, suco de frutos do mar ou shoyu com saquê mirin.
Misso Lamen
Surgiu em Sapporo, na ilha de Hokkaido, em meados da década de 1950. Dos três tipos de Lamen, é o mais recente. Originalmente, o misso era um dos ingredientes usados como acompanhamento, mas passou a ser dissolvido no caldo. O atrativo é o caldo encorpado com acentuado sabor de misso.
Shio Lamen
Por ser temperado apenas com sal, sente-se diretamente o sabor proveniente do caldo. Ao contrário do shoyu e do misso, o sal não serve para acentuar o gosto final do caldo. Por conter teor de sal reduzido comparado ao shoyu e ao Misso Lamen, é adequado às pessoas com problemas de pressão e outras que se preocupam com o teor de sal na comida.


Serviço
Aska R. Galvão Bueno, 466 - Liberdade Tel.: (11) 3277 9682
Bueno Rua Galvão Bueno, 458 Tel.: 3203 2215
KazuR. Tomás Gonzaga, 51Liberdade - Tel.: (11) 3277 4286
Porque Sim R. Tomás Gonzaga, 75 - Liberdade Tel.: (11) 3277 1557
Rong He Massa Chinesa Rua da Glória, 622A Tel.: (11) 3275 1986

Azeite sofisticado

Para deixar qualquer prato ainda mais saboroso e sofisticado, a importadora Costazzurra trouxe para o Brasil o Azeite de Oliva Extravirgem Timpério com essências de trufas brancas, mais uma descoberta vinda da Itália que chega para somar na linha de produtos exclusivos da região de Molise da empresa, que agora conta com 35 itens entre: azeites, massas, vinhos e tartufos voltados para enogastronomia.
As trufas brancas são consideradas preciosidades pelos gourmets e chefes de cozinha, pois esta iguaria não é fácil de ser encontrada, ela nasce embaixo da terra, próximo às raízes de carvalhos e castanheiras. São localizadas através do faro de cachorros adestrados e depois são retiradas do solo pelos tartufaios, grandes conhecedores de trufas.
O azeite é um produto de grande importância para a cozinha mediterrânea e hoje em dia tem se tornado cada vez mais frequente na mesa dos brasileiros que o utilizam em preparo de assados, refogados, grelhados, tempero em saladas e também como adorno em pratos selecionados para dar aquele toque final à receita desenvolvida.

SAC Costazzurra (11) 3864-1533
Site www.costazzurra.com.br

O Famoso Filet do Moraes

O Filet do Moraes - Rei do Filet, se confunde com a própria história da Gastronomia Paulistana, sendo hoje um dos mais tradicionais restaurantes paulistas.
Tudo começou em 1914, quando Salvador Domingues Vidal, já falecido, montou um restaurante na Rua Conselheiro Crispiniano, cujo nome à época era Esplanadinha.
Tornou-se ponto de referência na noite, onde a clientela era composta por boêmios, que saiam do Avenida's Dancing, artistas, políticos e pela alta sociedade que afluía do Teatro Municipal, todos em busca do já afamado FILET DO MORAES...
Tão bom nesta época, quanto agora...
Em 1929 migrou para a Praça Júlio Mesquita 175, onde permanece até hoje...

Filet do Moraes:
Matriz - Pça Júlio Mesquita, 175 - São Paulo - SP
Tel.: 11 3221-8066
Filial - Alameda Santos, 1105
Tel.: 11 3287-6365
Site: www.filetdomoraes.com.br

domingo, 9 de agosto de 2009

Risoto de Polvo e Azeitonas Verdes

Fotos Mauro Holanda
Confira o Risoto de Polvo e Azeitonas Verdes no restaurante Così.
A Casa surgiu no endereço onde funcionava o extinto Famiglia Melilli, no bairro central da Santa Cecília. Em 2008, os proprietários venderam o ponto a Renato Carioni, ex-chef do badalado Cantaloup, e seu sócio, Leonardo Recalde.
Depois de uma ampla reforma, a dupla finalmente abriu, em março, o Così - que já nasce com personalidade.
O chef Carioni tem vasta experiência - o que inclui passagem pela estrelada Enoteca Pinchorri, em Florença. Em sua nova casa, dedicase a receitas italianas, sobretudo da Toscana.
Este risoto é um bom exemplo da competência do chef. O polvo tem cozimento à parte por duas horas com uma solução de água, verduras, legumes, vinho branco, sal e louro.
Depois, junta-se ao arroz (carnarolli) para compor o prato, que é finalizado com manteiga e queijo parmesão.

Così R. Barão de Tatuí, 302
Tel.: (11) 3826 5088

Profissão: Comer & beber

Perguntamos aos críticos Josimar Melo e Arnaldo Lorençato e ao especialista em fatos da história da culinária, J.A. Dias Lopes, tudo o que você sempre quis saber sobre o jornalismo focado na gastronomia, mas não tinha a quem consultar

Aroldo de Oliveira Foto Mauro Holanda

São 12h30 de uma quinta-feira. Enquanto a clientela começa a chegar a um badalado restaurante no bairro dos Jardins, em São Paulo, uma das mesas, no fundo do salão, já está ocupada por um homem que chegou à casa sozinho.
Os clientes, a maioria deles jovens executivos, socialites e um grupo de modelos, mal davam atenção aos itens do cardápio. Estavam ali para "verem e serem vistos" - como é comum em muitos points gastronômicos da cidade.
Mas o homem no fundo do salão não só observava atentamente o menu, como questionava o garçom sobre as opções, perguntava a respeito dos ingredientes e, de quebra, fazia anotações. Nem o maître nem o garçom (que mal sabia explicar os itens do cardápio) deram bola ao solitário que ocupava a mesa do fundo. Quase 13h e um dos sócios (aquele que não coloca o dinheiro, mas é como um relações-públicas do lugar) chega pomposo ao restaurante que abrira há dois meses.
Ao bater o olho na mesa do fundo do salão, veio a tensão: "Aquele não é o Josimar Melo, crítico da Folha?", perguntou o garotão ao amigo. Pois é, o solitário inquieto na mesa do fundo era mesmo Josimar, que além de crítico da Folha é diretor do site Basílico e autor de alguns títulos literários sobre culinária, incluindo o utilíssimo Guia Josimar Melo. "Faço isso há 20 anos, é natural que seja reconhecido em alguns lugares, mesmo que, claro, a intenção não seja essa.
Aliás, isso nunca atrapalhou e nem vai atrapalhar, pois não adianta o serviço estar excelente, acima da média, os talheres e a louça serem de primeira, pois a se a comida não for boa, os ingredientes não forem ideais, a avaliação não será positiva", diz. Ele completa: "Mesmo que seja reconhecido e que for paparicado, se o cozinheiro ou chef não for bom e os produtos não forem frescos, de nada vai ajudar o serviço estar impecável. E tem outra: faço isso há muito tempo e vou perceber se a minha mesa é bem atendida e a outra, do lado, está congelada", comenta.
Josimar é avesso a fazer reservas, mas, quando tem de fazê-lo, inventa nomes dos quais nem ele se lembra. E como a polêmica é sempre o lance de ser reconhecido, ele reafirma: "Em viagem à França, acompanhei um crítico do jornal Le Figaro a uma visita a um restaurante. Enquanto todos pensam que os críticos de lá são totalmente anônimos, percebi que não é verdade. Ele conversa com as pessoas, é reconhecido, faz até um programa de televisão no qual vai ao restaurante com uma câmera e mostra a comida, mas isso não atrapalha em nada o trabalho dele", observa Josimar.

Falar mal não está no roteiro
Muitas vezes, o crítico é mal visto por dar notas ruins a algumas casas e sair como vilão de restaurantes que acabam fechando. Josimar diz que não tem prazer em falar mal dos outros, mas precisa informar com correção os leitores sobre sua percepção dos restaurantes. "Tento fazer meu trabalho de forma objetiva, mais técnica possível, seguindo meus princípios de avaliar, sobretudo, a qualidade da comida.
Sou independente e tenho liberdade total para dar minha opinião, o que é fruto do prestígio que adquiri ao longo dos anos. Sou responsável e jamais tenho a intenção de prejudicar; pelo contrário, adoraria somente comer bem e visitar restaurantes geniais, mas isso não ocorre no dia a dia." Ele foi um dos precursores da crítica gastronômica. "Antes tudo era festa, obaoba. Não havia uma avaliação mais rígida por parte da imprensa", destaca.
Ele lembra ainda que, em alguns países, a crítica é tão dura que chega a ser cruel, tamanha é a ironia empregada nos textos: "Há críticos da Europa que chegam a ser sarcásticos. Em vez de dizer que o molho estava desequilibrado, o cara fala que o chef fez um molho especial para a sogra dele", diverte-se. A nova empreitada de Josimar Melo é o programa O Guia, que estreou recentemente pela National Geographic, aos domingos.
O jornalista gravou 13 episódios para a série que tem o objetivo de mostrar a cultura gastronômica de vários países do mundo, incluindo França, Inglaterra, Turquia, Argentina, Brasil. Na França, gravou com Alain Ducasse e, em Londres, visitou a casa da estrela-chef Nigella Lawson, conhecida pelas receitas caseiras que executa num programa de TV. Ele mostra também a comida de rua de várias partes do mundo. Quando não está trabalhando, Josimar gosta de cozinhar e comer o trivial: "Adoro arroz com feijão e um bife acebolado".

Sem amizades na cena gastronômica
O jeitão tranquilo e independente do jornalista Arnaldo Lorençato esconde, de certo modo, o poder que ele tem nas mãos. Ele é o editor de gastronomia da revista Veja São Paulo, publicação com a média de 350 mil exemplares semanais e nada menos do que um milhão de leitores. Muito poder? "Não acho que seja uma questão de poder. Claro que a revista tem responsabilidade nas opiniões e nos conceitos, pois muita gente a põe embaixo do braço para escolher aonde vai a partir das indicações que lá estão.
Por isso, minha independência deve ser total. Tanto que, apesar de manter relações cordiais, não tenho amigos no setor de restaurantes para não comprometer minhas avaliações", informa. Quanto aos critérios, ele não vai, por exemplo, a lugares recéminaugurados e, em suas visitas, observa desde a hora em que é recebido pelo manobrista até o momento de pagar a conta. "Visito uma média de 10 restaurantes por semana, visitas sobre as quais publico cerca de 52 críticas por ano. Quando o lugar está muito aquém, nem publicamos. Depois de algum tempo, revisito a casa para avaliar se melhorou e, aí sim, posso escrever algo", diz ele que é responsável pelos mais de 500 restaurantes da edição anual do especial Veja Beber e Comer, na qual um júri formado por personalidades escolhe os melhores de São Paulo.
Lorençato tem uma carreira sólida nesta área. Começou na própria Veja São Paulo, publicando sua primeira crítica em julho de 1992. Saiu da revista no ano de 2000 para editar as páginas de gastronomia do caderno Fim de Semana do jornal Gazeta Mercantil. Depois voltou à Veja São Paulo, onde está até hoje. Com o crescimento da área de culinária na cidade, cresceu também a publicação, que dá, toda semana, um roteiro de 100 restaurantes, 50 bares e comidinhas, além de lojas de vinhos.
Tanta credibilidade não impede que ele, hora ou outra, veja seu nome envolvido em polêmica. Recentemente, saiu uma crítica sua sobre o restaurante Dalva e Dito, casa comandada pelos chefs Alex Atala e Alain Poleto. A amigos e pessoas próximas, Atala comentou não ter gostado muito do texto - cuja crítica não foi das mais positivas - e isso acabou gerando até fofocas sobre uma possível saída de Lorençato da Veja São Paulo. "Quanta bobagem. Quando foi publicada a crítica ao Dalva e Dito, eu estava em férias. Só isso", enfatiza.

Pingue-Pongue com Arnaldo Lorençato
Quais os três mandamentos para uma crítica justa e objetiva?
1. Evitar endereços recém-inaugurados.
2. Experimentar vários pratos do cardápio, preparados com diferentes ingredientes e técnicas distintas. Assim, pode-se avaliar a perícia do chef.
3. Em caso de uma crítica negativa, indicar também as qualidades do restaurante analisado.
Quando vai visitar um restaurante, você sente na hora se aquela casa vai dar certo ou não?
Não. É impossível saber. Há casas que começam com grande sucesso e, pouco a pouco, perdem o viço e a clientela. O oposto também é verdadeiro. Alguns lugares amargam um início sem muita freguesia, evoluem e conseguem vencer pela qualidade.
Qual a influência dos jornalistas no sucesso ou fracasso de um restaurante?
A influência do crítico pode ser grande quando ele trabalha em um veículo de repercussão, mas, em especial, para o sucesso e não para o fracasso. Aliás, o fracasso vem da maneira como os proprietários administram seu negócio e investem no aprimoramento da cozinha e do serviço.
Que países são as maiores escolas culinárias do mundo e estão à frente do Brasil?
Grande escola culinária do Ocidente: França, hoje abalada pelo avanço espanhol. A Itália impressiona por sua difusão mundo afora; do Oriente: Japão. E não acredito nessa história de o Brasil estar à frente ou atrás de outras cozinhas. A gastronomia não pode ser colocada numa raia olímpica, não é competição.
Um país onde se come muito bem é...?
Um só? É muito pouco. França, Japão, Itália, Brasil, Portugal, Espanha, Argentina... Não exatamente nessa ordem, ok?
E de ter comido pratos como...?
Neste ano na França, a île flottante de trufas negras do restaurante Alexandre, em NimesGaron, na Provence. A sensação é de puro deleite. Não só pelo chef Michel Kayser ter transformado uma sobremesa clássica em prato salgado, mas pelas texturas que ele cria. O merengue trufado vem sobre um molho sedoso de cogumelo cèpe cozido docemente no caldo de galinha. Um prato inesquecível, servido somente entre setembro e abril.
A culinária brasileira é ...?
Um rico painel de sabores que não se resume à feijoada.
Desejo comer agora um saboroso...?
Marzipã feito por Maria Grammatico na pequena Erice, cidade medieval da Sicília.
Meu trabalho é...?
Provar buchada de bode no almoço e foie gras no jantar. Ou vice-versa.
Eu me divirto com...?
Livros e óperas em DVD, acompanhados de uma taça de vinho.
Da minha infância, me recordo de... ?
Biscoitos de amoníacos feitos pela minha avó Agostina, parecidos com bolacha champanhe.
E de ter comido coisas como...?
Esfihas de coalhada seca do Bar do Titio. Deliciosas, eram preparadas pela libanesa Nena num boteco que não existe mais em Pirajuí, cidade do interior de São Paulo, onde nasci.
Quais os principais fatores que levam um restaurante ao sucesso?
Não existem fórmulas mágicas para um restaurante dar certo. Mas a qualidade da cozinha e a eficiência no atendimento são fundamentais.
E ao fracasso?
Pratos feitos sem inspiração. Ambientes sem charme também podem derrubar uma casa.
Um filme favorito sobre gastronomia?
Comer, Beber, Viver.

O grande entrevistado é o prato
O que Arnaldo Lorençato mais gosta em seu trabalho é o caráter jornalístico da atividade, pois pode compartilhar as experiências com os leitores. "Costumo dizer que o meu grande entrevistado é o prato e, felizmente, não tenho restrição alimentar nenhuma. Como de tudo", diz. O jornalista evita falar de seus lugares preferidos na cidade: "Lamento apenas alguns que fecharam e dos quais eu gostava, como o Supra, o Mandalum (árabe) e o Cacciatore, uma cantina muito agradável", comenta.
O tempo é precioso para Lorençato. Além do trabalho na revista, ele, com mestrado em cinema, dá aulas desta matéria e de jornalismo gastronômico no Mackenzie. No pouco tempo livre, aproveita para ler, ir ao teatro, ver filmes e ouvir música. Entre os momentos mais importantes de sua carreira, ele cita duas viagens, ao Japão e à Rússia, resultado de convites que recebeu de importantes órgãos governamentais. Em Moscou, deu palestra sobre culinária brasileira após receber convite do Itamaraty em comemoração aos 180 anos de relações bilaterais Brasil-Rússia.
"Foi muito interessante. Participei inclusive de dois encontros com jornalistas de gastronomia na residência do embaixador Carlos Antonio da Rocha Paranhos." No Japão, ele recebeu uma bolsa da Fundação Japão (Convite a Personalidades Culturais - Japan Foundation Invitation Program For Cultural Leaders). "Permaneci 15 dias no país e visitei Tóquio, Kyoto, Osaka, Yokohama e Matsue, entre outras cidades, para conhecer a culinária feita no Japão", conta. Lorençato é o único autor brasileiro a participar do guia 1001 Foods You Must Try before You Die, publicado pela editora britânica Cassell Illustrated, em janeiro de 2008. Ele escreveu 22 verbetes sobre cupuaçu, castanha de caju e até sobre a farofa de formigas apreciada no Vale do Paraíba.

Em busca da história da culinária
J.A. Dias Lopes não é crítico gastronômico - e faz questão de ressaltar isso. Ele adora pesquisar saborosos fatos históricos da gastronomia e tornou-se um dos poucos jornalistas dessa área que se interessam mais pelo lado filosófico da comida. E o faz muito bem afinal, não começou ontem. Trabalhou por 23 anos na revista Veja, cobrindo todo tipo de pauta. "Mas gostava mesmo de fazer reportagens especiais sobre comida e vinhos", diz ele. Morou três anos na Itália, onde trabalhou como correspondente e aprimorou seus conhecimentos sobre culinária.
Mas o interesse maior surgiu mesmo quando descobriu, na Espanha, uma obra do espanhol Felipe Gonzales sobre a história universal da gastronomia. "Vim para o Brasil com aquilo na cabeça e daí surgiu a oportunidade de participar do projeto da revista Gula, publicação na qual eu poderia, por meio das matérias, explorar este lado histórico dos alimentos tão pouco enfatizado até então". Dias Lopes dirigiu a Gula até recentemente.
Agora está em nova empreitada. Lançou a revista Gosto e define os objetivos da publicação: "As revistas se preocupam muito com a comidaespetáculo. Só isso não vende. Meu interesse é resgatar a história dos pratos que se tornaram conhecidos no nosso dia a dia e de que pouca gente conhece os fatos. Quero falar com a alma das pessoas e fazê-las lembrar dos momentos importantes de suas vidas, que se passaram principalmente em torno de celebrações em torno da mesa", enfatiza. Gaúcho nascido quase na fronteira do Brasil com o Uruguai, J.A. Dias Lopes tira referências para o seu trabalho das inúmeras viagens que faz - principalmente para França e Itália - e dos livros que coleciona.

Mapa do Brasil
No Brasil, ele destaca duas grandes cozinhas: a do Espírito Santo e a do Pará. "Mas o prato mais espetacular é o Cuscuz Paulista, rico em história e sabor", observa. E completa: "A torta capixaba - um empadão grande - é outra das grandes iguarias nacionais." O jornalista adora as comidas regionais por serem descomplicadas. "Gosto de comida para morder, saborear. O movimento que Ferran Adrià criou, da cozinha molecular, é importante, mas é só um movimento e vai passar, como tantos outros", polemiza. Além da direção da revista Gosto, J.A. Dias Lopes escreve ainda uma coluna semanal para o jornal O Estado de S. Paulo.

Pingue-Pongue com Josimar Melo
Em sua opinião, que países são as maiores escolas culinárias do mundo e estão à frente do Brasil? Muitos países, em geral aqueles que têm grande orgulho de sua própria cozinha - e por isso a cultivam como uma dado da cultura nacional. Posso citar todos os do Mediterrâneo, tanto ao norte quanto ao sul do mar. Agora que a gastronomia está ganhando importância no mundo, países ricos estão também conseguindo andar rápido e recuperar o tempo perdido (embora ainda com muito chão a percorrer), como Estados Unidos e Inglaterra.
Quais os três mandamentos para uma crítica justa e objetiva?
Observar a qualidade dos ingredientes, verificar a correção técnica dos pratos (pontos de cozimento, temperaturas, harmonia de temperos etc.) e ter sensibilidade para captar os traços de talento, criatividade, genialidade que um chef possa apresentar.
Quando visita um restaurante, você sente na hora se aquela casa vai dar certo ou não?
Temos um certo olho clínico, importante em muitas profissões, para perceber o potencial de sucesso, mas nunca dá pra ter uma impressão conclusiva. Nem sempre este sucesso é associado à gastronomia. Alguns lugares têm boa comida, mas esbarram em problemas de localização, de ambiente, de público, de preço. A interação entre todos estes fatores é imponderável. Impossível ter certeza sobre o futuro de um restaurante, no máximo dá pra dar um palpite.
Qual a influência dos jornalistas no sucesso ou fracasso de uma casa?
Não é tão grande quanto parece. Os brasileiros lêem pouco, a tiragem dos jornais e revistas é pífia no Brasil, e muita gente lê tão distraidamente que nem percebe o que está lendo. Acho que os elogios ou críticas ajudam a dar confiança aos donos de restaurante, as críticas podem ajudá-lo a melhorar, mas acho que em relação ao público a crítica não é decisiva para lotar ou enterrar um restaurante.
Um país onde se come muito bem é...? E por lá você experimentou pratos como...?
... aquele onde se encontra a boa cozinha tanto nos grandes restaurantes gastronômicos quanto nos pequenos restaurantes populares, ou na rua. Portugal é um bom exemplo. Itália também. França também, mas ficou tão turística que é preciso saber onde comer (nem todo lugar é bom, pelo contrário).
A culinária brasileira é...?
... rica, mas pouco valorizada ainda pelo brasileiros, coisa que felizmente começa a mudar.
Desejo comer agora uma saborosa...
... feijoada.
Meu trabalho é...?
Como outro qualquer. Se a gente gosta, é gratificante, mesmo tendo altos e baixos.
Eu me divirto com...?
Cozinhando em casa.
Quais os principais fatores que levam um restaurante ao sucesso?
O fundamental é a cozinha. O resto é um mistério. É fácil dizer que deve ter um bom ambiente, um bom serviço, uma boa localização e bons preços, mas alguns têm tudo isso e naufragam, outros não têm e duram anos.
Qual a melhor refeição que já fez até hoje?
Difícil dizer, talvez tenha sido um jantar no Château de Saran, em Champagne, harmonizando um kaiseki (menu-degustação com produtos de época, com vários pratos, cada um com uma técnica diferente) preparado por um chef de Kyoto, harmonizando os pratos com diferentes safras de champagne Dom Pérignon.
Da minha infância, eu me recordo de...? E de ter comido coisas como...?
... comida do Nordeste, feita em casa pelo meu pai, e em certa época num restaurante do qual ele foi sócio em São Paulo, Cabeça Chata (de cozinha pernambucana). Entre os pratos, a feijoada nordestina, que lá é feita com feijão roxinho e leva legumes como abóbora, repolho, maxixe... Tem, portanto, mais cara de um cozido, coisa que a feijoada não deixa de ser.
Um filme favorito sobre gastronomia?
O óbvio, A Festa de Babette.

Pingue-Pongue com J.A. Dias Lopes
Que países são as maiores escolas culinárias do mundo?
Meu coração fica sempre dividido entre a França e Itália. A alta cozinha da França é realmente fantástica, não tem igual. Na Itália, há a chamada Cozinha Casalinga, uma comida caseira italiana, sem firulas, muito difícil de ser interpretada, pois os chefs devem executar os pratos com ingredientes básicos regionais, sem mascarar o sabor dos alimentos. Por isso a Itália faz o caminho inverso de outros países: enquanto em muitos lugares o chef tornouse a grande estrela, lá eles têm de lutar muito para conseguir espaço, pois os princípios são severos e é difícil um profissional se sobressair.
Quais os principais fatores que levam um restaurante ao sucesso?
É bom lembrar que não sou crítico gastronômico, mas a qualidade dos ingredientes é muito importante, sempre. Nenhum chef faz uma comida boa sem bons produtos. Tendo bons ingredientes, entra o talento do chef, ou seja, ele deve saber executar com excelência as sugestões do cardápio. Por último, um serviço à altura. Tendo esses três itens, um restaurante é bem sucedido.
Qual a influência dos jornalistas no sucesso ou fracasso de um restaurante?
Creio que a influência é grande, sobretudo quando a crítica é feita de maneira irresponsável. Mas quando o restaurante é bom, tem uma culinária diferenciada, é difícil não dar certo.
A culinária brasileira é...?
Um grande mosaico, um arquipélago com ilhas espetaculares, dentre as quais destaco a culinária capixaba e a paraense.
Desejo comer agora um saboroso...?
Cuscuz paulista, um grande prato que faz parte de nossa cultura.
Meu trabalho é...?
Como não sou crítico, meu interesse está sempre voltado para a história da culinária. A história do homem está intimamente ligada à história de sua cozinha, e vice versa.
Eu me divirto com...?
Lendo. Sou um leitor obstinado, tenho inúmeros livros e um dos meus grandes prazeres é mesmo a leitura.
Qual a melhor refeição que já fez até hoje?
As melhores refeições incluem também boa companhia. Uma coisa está ligada à outra. A melhor refeição que me recordo foi no Piemonte, na Itália, onde provei um divino ovo frito com trufas brancas. Maravilhoso. Recordo-me também de como era prazeroso tomar vinhos com meu tio, no sul do Brasil. Os vinhos podiam não ser os melhores do mundo, mas a hospitalidade dele era tão boa que tudo ficava incrível.
Da minha infância, eu me recordo de...? E de ter comido coisas como...?
Nasci na fronteira do Rio Grande do Sul e me lembro da rica gastronomia daquela região. Coisas que as pessoas nem imaginam - afinal, o sul é conhecido pelo churrasco. Mas lá tem uma cozinha rica em ingredientes, sabores e uma comida bastante nutritiva, tanto é que é uma das regiões brasileiras com maior expectativa de vida. Dentre os pratos de infância de que me lembro, destaque para uma sopa de trigo integral. Recordo-me de como era prazeroso mastigar os grãos bem consistentes. Este prato era como uma feijoada sem porco e com uma costeleta de cordeiro dentro do caldeirão. Deliciosa.
Filme favorito sobre gastronomia?
Como Água para Chocolate.

domingo, 2 de agosto de 2009

Na região nobre da Mooca está localizado o Emporio 167 Pizza & Bar. Com decoração tropical e arquitetura moderna, esta casa serve especialidades, como a "picanha fatiada" e um variado cardápio de pizzas.
Nas noites mais quentes, um chopp bem tirado é a melhor pedida, combinando com o clima litorâneo proporcionado pelas palmeiras que se avistam de suas sacadas. E às terças-feiras, o Empório 167 promove uma apresentação teatral batizada de "Terça Cultural", com peças de alta qualidade. Imperdível!
Durante o inverno, o Empório 167 Pizza & Bar está com um cardápio diferenciado. Você pode degustar as deliciosas sopas e cremes especiais ou mesmo as receitas européias de "fondue" - camarão (nós sugerimos), queijo, carnes e frutas.
Empório 167 Pizza & Bar
Rua Juventus, 167 - Parque da Mooca
Tel. (55 11) 2606-0167

Dia dos Pais da Amor aos Pedaços

Para o Dia dos Pais, a tradicional doçaria Amor aos Pedaços preparou uma linha de produtos gostosos e criativos. Bolos, chocolates e bombons fazem parte das deliciosas sugestões para presentear o papai:
Os Copinhos de Chocolate Caipirinha, recheados com trufa de cachaça e trufa de caipirinha de limão, cobertos com chocolate ao leite e decorados com chocolate meio amargo ou branco (120g – R$ 18,80).
A Caixa Bombons Creme de Avelã, com bombons de chocolate ao leite, recheados com creme avelã e decorados com figuras de chocolate (200g – R$ 37,40)
A Garrafa de Chocolate (garrafa de chocolate ao leite, decorada com chocolate meio amargo e branco e recheada com bombons gotas de licor – 180g / R$ 37,40)
Mini Bolo Brownie de castanhas com doce de leite coberto e decorado com massa americana e figuras de chocolate – 150g / R$ 24,90) e, ainda
Placas de Chocolate (Placas de chocolate meio amargo, decoradas com figuras de chocolate ou de açúcar – 40g / R$11,40) para surpreender o homenageado.
Já para o almoço de domingo, o Bolo do Papai é a melhor opção para agradar toda a família. Ele é composto de massa de chocolate recheada com creme de trufa branca com leve sabor de conhaque e mousse de chocolate meio amargo, coberto com chantilly e decorado com chocolate e açúcar de confeiteiro (1450g / R$83,90).
Amor aos Pedaços

sábado, 18 de julho de 2009

Almoço no Piola

A rede internacional de pizzarias Piola no Brasil, localizada no bairro do Jardins está aberta para o almoço. A casa que ficou famosa por não se parecer em nada com as cantinas e pizzarias tradicionais da Itália, ao menos na decoração. Cores fortes, ambiente descolado e um cardápio caprichado fazem da casa um point ideal para o público jovem.
A Piola agora vem cada vez mais se diversificando e, além de tirar do forno as deliciosas bruschetas e antepastos, massas e, claro, redondas em variados sabores dá destaques para pratos fartos e bem elaborados no almoço. Experimentem o RISOTO DE COGUMELOS E FILÉ MIGNON, que é composto de três tipos de cogumelos frescos, funghi seco e cubos de filé mignon.


PIOLA
Alameda Lorena, 1765 / Jardins - São Paulo
Tel.: 11 3064 6570
Almoço: De segunda a sexta das 12h00 às 16h00 / Sábados e domingos das 12h00 às 18h00
Jantar: domingo a quarta das 18h00 às 2h00 - De quinta a sábado das 18h00 às 03h00
Email: jardins@piola.it

terça-feira, 7 de julho de 2009

O "Bauru" Chic

Apesar da criação do Bauru ser da cidade Bauru, interior de São Paulo, foi no Ponto Chic do Largo do Paissandu, na região central da cidade de São Paulo, que essa sensação se tornou marcante, a partir de 1934.
Apreciar esse sanduíche é voltar ao passado e vivenciar por alguns minutos o glamour dos anos 30, ainda presentes nas paredes desta casa no Largo do Paisandu – que hoje conta com outras filiais pela cidade. A mistura de queijos cremosos, derretidos, escapa pelas laterais do pão francês bem fresquinho. O rosbife tem gosto apurado e o pepino temperado dá um toque todo especial à receita. Essa sensação é feita com 250g de lagarto, queijo prato, queijo suíço, queijo estepe, queijo provolone, 1/2 colher de sopa de manteiga, rodelas tomate, fatias de pepino (deixado por quatro dias em uma conserva de vinagre de vinho branco), pão francês e sal.


Ponto Chic
Largo do Paissandu, 27 – Tel.: 222 6528 /222 9057
Site: http://www.pontochic.com.br/

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Lançamentos: GrèsCabotine Sensuelle e Cabotine Aquarelle

A Royal Opera Luxury Brands apresenta ao Brasil, com exclusividade, dois novos perfumes da linha Parfums Grès Paris, um deles recém-lançado na França e outro que promete ser a grande revelação para a Primavera / Verão 2009. Novidade nas prateleiras de Paris, Cabotine Sensuelle é uma fragrância quente e sensual, inspirada em sua original Cabotine e dedicada às mulheres femininas e vaidosas.
Criada pela jovem perfumista Sidonie Lancesseur, apresenta aroma agradável, sutil e bem equilibrado. Seu frasco e embalagem estão mantidos em tons terra e fogo, realçados com cores extravagantes em diferentes combinações.
Traçando uma nova proposta de Grès, Cabotine Aquarelle deve ser a sensação da Primavera / Verão 2009 e oferece uma fresca composição com espírito energético. Seu conceito se reflete na embalagem, que simboliza a interação do vento e da água, em um resultado de cores turquesa, aquamarine e branco.


Cabotine Sensuelle
Notas de cabeça: tangerina, pêssego e amêndoa
Notas de coração: flores de cravo, jasmim, gardênia e heliotropo
Notas de fundo: baunilha, almíscar e Patchouli

Cabotine Aquarelle
Notas de cabeça: grapefruti, pinapple e flores de pêssego
Notas de coração: Flores de Lotus, Ylang, Ylang e Jasmin
Notas de fundo: Madeira de cedro, âmbar, e musk branco
SAC: 0800 9709877

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Paella Don Curro

A dica da semana é servida na casa fundado em 1958 pelo toureiro Francisco Rios Dominguez, o restaurante Don Curro, que é considerado um dos melhores espanhóis da cidade de São Paulo.
A casa conta com uma decoração tradicional, na entrada, junto ao bar, grandes aquários com lagostas, que são mantidas vivas até o momento do preparo do prato.
A paella é preparada com lagostas, mariscos, camarões, frango e especiarias importadas diretamente da Espanha. Para acompanhar, a tradicional sangria ou vinhos espanhóis selecionados.
Os ingredientes usados na paella dão um aroma acentuado ao prato. Cores forte e formas alternadas dos fartos frutos do mar e da lagosta ressaltam a beleza e a decoração do prato e, já nos prepara para o que vamos apreciar. Realmente uma viagem as terras espanholas.

Don Curro
R Alves Guimarães, 230 - Pinheiros
Tel.: 3062-4712

terça-feira, 23 de junho de 2009

Sfogliatella da Di Cunto

O Tradicionalíssimo doce Napolitano da antiga DI CUNTO é dica da semana.
A iguaria é uma delicada massa folhada recheada, que deve ser pega com cuidado de quem pega uma jóia, pois pode desmanchar na mão. O recheio é um leve creme de ricota doce e frutas cristalizadas, que aguça o paladar de qualquer mortal. Tudo isso é oferecido com uma cobertura de açúcar de confeiteiro. Dá pra imaginar?
A DI CUNTO preserva a mesma qualidade e as mesmas características dos seus produtos, que ainda são elaborados artesanalmente. A família Di Cunto produz mil itens, entre bolos, tortas, doces, salgados e pães.
É a mais antiga fabricante de Panettone em atividade e, continua no mesmo local desde 1896, na Rua Borges de Figueiredo, coração da Mooca. Mais que um doce, essa sensação é um luxo, pois junta beleza, tradição e muito sabor.

Di Cunto
Unidade Mooca - Fone: 2081-7100 - Rua Borges de Figueiredo, 61/103
Unidade Tatuapé - Fone: 2295-3577 - Rua Padre Estevão Pernet, 87/91
Unidade Itaim Bibi - Fone: 3709-2119 - Rua Tabapuã, 1.123

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Carina Duek - Feminilidade e romantismo

Fotos: Daniel Cancini, Sidney Tuma
e Thais Antunes

Por Aroldo de Oliveira

Croquis, tecidos, livros e filmes... Arte e moda sempre fizeram parte do universo de Carina Duek (30), filha dos estilistas Nídia e TufiDuek. E foi assim, em meio a todas essas informações, que Carina começou a criar a sua própria moda. Formada pela Faculdade Santa Marcelina, a estilista passou uma temporada em Nova York para estudar - após fazer seu primeiro desfile, na Casa de Criadores, em 2003. Em 2005, voltou para o Brasil e abriu sua própria marca, a Carina Duek, dentro do grupo Fórum.
Com a venda do grupo, em 2008, tornou-se independente. Hoje ela já é considerada uma das maiores revelações da moda. "Gosto de desenhar roupas confortáveis, que valorizem a mulher. Isso está um pouco perdido na moda", diz a estilista, que é casada e não tem filhos.

Dicas da Carina:
Maquiagem: adoro o corretivo da Laura Mercier
Cosmético: o bronzing powder da Chanel - cor 21 toundra
Perfume: Chanel GARDENIA
Sapato: Burberry (Sandália preta com salto acrílico)
Bolsa: Chanel
Acessório: brinco
Jóia: Cartier
Melhor loja do mundo para fazer compras: Topshop em Londres
O que você não vive sem: meu Blackberry
Melhor destino para curtir as férias: gosto de praias bem tranquilas, como Iporanga, no Guarujá.
Melhor destino para ver tendências: Londres e Paris
Melhor destino para ir sozinho: Nova York
Melhor destino para esquecer de tudo: minha casa
Dicas da Carina: Topshop em Londres

terça-feira, 16 de junho de 2009

All Seasons - Fondue de Champignons com Pimenta Verde

A palavra fondue tem origem do verbo francês fondre, que significa derreter, fundir.
O fondue nasceu na Suíça, mais especificamente no cantão de Neuchatel, onde, nos tempos antigos, eram realizadas refeições comunitárias entre os camponeses. Eles aproveitavam sobras de pedaços de queijo e pão para preparar refeições nos meses de inverno.
As sobras de queijos eram depositados em um panelão comunitário - o "caquelon", origem das vasilhas de fondue de hoje - e transformados em uma farta refeição.
Aqui em São Paulo, um chefe suiço, Christophe Besse, chef do All Seasons, conseguiu repaginar essa receita e fez o Fondue de Queijo com pimenta-verde e champignons_ um toque especial na tradicional receita de queijo com a introdução de pimenta-verde e champignon aos queijos. Uma sensação imperdível para os dias frios paulistanos. Dentro do Golden Tulipa Paulista, que possui de pé direito alto, uma parede toda envidraçada com vistas para na Alameda Santos, meia luz e um belo fundo musical tocado em um piano, o fondue chega borbulhando. Pode-se ver vestígios das pimentas e dos cogumelos no queijo derretido. Esse ano o restaurante estará com o Festival de Fondue, com várias opções diferentes, entre os dias 02 de junho e 01 de agosto.
Os dias estão mais que propícios para essa maravilha de inverno.

All Seasons by Christophe Besse
Al. Santos, nº 85 – Cerqueira Cesar - Tel.: 31770436
Site: http://www.restauranteallseasons.com.br/

Sorvete no frio!

A dica vai para quem quer gosta de sorvete, mesmo no frio. A Cremeria Nestle está com um cardápio de sorvetes elaborados. O chef da cremeria dá o toque especial, misturando todos os ingredientes na exclusiva Mesa Gourmet. A Mesa mantém a temperatura ideal e a textura cremosa do seu sorvete. Isso resulta em um produto único, feito especialmente para você e com um sabor inesquecível.


Experimentem o Petit Gateau Gourmet - tradicional bolinho quente de chocolate com sorvete e calda de chocolate Nestlé ou a nova receita Strudel Royale - tradicional receita húngara de massa folhada crocante com maçã, acompanhada de uma deliciosa porção de sorvete, coberta com mel e um leve toque de canela. Uma delícia e são próprios para esse tempo frio. Higienópolis: R. Alagoas, 900 - Tel: 3823 2307
Shopping Anália Franco: Av. Regente Feijó, 1.739 - Lj OQ 35 Jd Anália Franco - Tel: 2643 4310
Shopping Frei Caneca: R. Frei Caneca, 569 - 1ª Andar – Lj 240 Consolação - Tel: 3472 2072
Shopping Jardim Sul: Av. Giovanni Gronchi, 5819 - Lj 180 - Tel: 3477 6383
Shopping Vila Lobos: Av. Das Nações Unidas, 4777 - Lj N 179 Piso Nações Unidas - Tel: 3024 3768

quarta-feira, 10 de junho de 2009

O conhecido pastel que não sai de moda

Foto: Daniel Cancini
Quem nunca ouviu falar do pastel de bacalhau do Mercado Municipal de São Paulo? Tenho certeza que você também já ouviu essa dica. O Pastel de Bacalhau é uma receita do “Bar Cinqüentão” criada há 3 décadas. Com o passar dos anos foi sendo cada vez mais conhecido e se transformou em um dos itens gastronomicos mais premiados e consumidos no Brasil e, talvez porque não dizer, no mundo_ já foi pauta até no Jornal The New York Times e no Discovery Chanel.
Horácio Gabriel e sua esposa Maria de Deus Ferreira, resolveram vender no Hocca _Na Rua G7 do Mercadão_uma receita de Bacalhau que aprenderam com seus avós.
Para incrementarem ainda mais a receita. também criaram uma massa típica de salgado, parecida com um fagazza, mas recheada com bacalhau do porto. Foi um sucesso! Passado alguns anos resolveram colocar este recheio especial em uma mais massa diferenciada, porém típica de pastel, e aí surgiu o PASTEL DE BACALHAU DO HOCCA BAR.
Não deixem de experimentar essa preciosidade, que leva cerca de 150 gramas de bacalhau do porto, e a preparação leva cerca de uma semana (entre desalgar, desfiar e preparar o recheio).


Hocca Bar
Rua da Cantareira, 306 - Centro - São Paulo - SP
Mercado Municipal de São Paulo - Rua G7 e Mezanino 5
Tel: (11) 3227-6938
Site: http://www.hoccabar.com.br/
E-mail: info@hoccabar.com.br

terça-feira, 9 de junho de 2009

Montanhas: fondue e chocolate

O Grupo Cozinha da Montanha de Campos do Jordão, que reúne os 24 melhores restaurantes da cidade, realiza cinco eventos gastronômicos por ano, visando oferecer ao visitante da estância uma gastronomia diferenciada em todas as estações, já que a cidade é sempre encantadora em termos de natureza, fl ores, clima e atrações. Mas é no inverno - alta temporada de Campos - que a alta gastronomia da cidade, representada pelos restaurantes do grupo, chega a seu auge, pois delicia centenas de milhares de pessoas ao longo de toda a estação.
Alem dos pratos da Temporada Gastronômica do Inverno, os turistas também podem participar de Aulas de Gastronomia de fondue e chocolate que acontecerão no Espaço SCA, aos sábados de junho, com os chefs dos restaurantes do Grupo Cozinha da Montanha.
As aulas são gratuitas para grupos de 30 participantes/aula


Fondues e seus homenageados:
Araucária - Fondue Amazonense, de tucupi com frutos do mar, homenagem ao chef de cozinha francês Patrick Ferry
Baden Baden - Fondue de chocolate com cerveja Baden Stout, em homenagem ao compositor Maurice Ravel
Bia Kaffee - Fondue Campestre, homenagem a Moulin Rouge
Fondue Caramello - Fondue Café Conhaque, homenagem a Toulouse Lautrec
Charpentier - Fondue de Queijo Camembert e especiarias, homenagem a Gustave Charpentier
La Gália - Fondue de Carnes Exóticas a Obelix, em homenagem a Gérard Depardier por sua encenação de Obelix no cinema
Le Capivari - Fondue de queijos, salmão defumado e shitake, homenagem ao maior chef de cozinha da França, Paul Bocuse
Lenz Gourmet - Fondue de Castanhas, homenagem a Linea do quadro Jardins, de Monet Matterhorn - Fondue de Mascarpone ao Bleu, Blanc, Rouge de Brigadeiros, homenagem à inigualável Edith Piaf
Mercearia Campos - Fondue de Champignons, homenagem à primeira dama francesa Carla Bruni
Safári - Fondue de Finas Ervas, homenagem à inesquecível Brigitte Bardot, que ama o Brasil
Serra da Estrela - Fondue Chinoise de Avestruz, homenagem ao chef de cozinha Laurent, incentivador da culinária francesa no Brasil

Chocolate especial
Todas as lojas de Campos durante a temporada terão novidades e os restaurantes receitas especiais nos cardápios, em versões salgadas e doces.
Araucária - Creme de maracujá, gotas de chocolate e sorvete de pistache
Bia Kaffee - Tarte Moulin Rouge, de chocolate com avelãs Caramelo - Nhoque de chocolate ao mel e conhaque
Charpentier - Souf é Sundae de Chocolate
Le Capivari - Fondue de chocolate crocante
Lenz Gourmet - Filet ao creme de chocolate, especiarias e shitake ao gratin de gruyère
Safári - Flor de chocolate com calda de frutas
Serra da Estrela - Mousse de chocolate, Cointreau e amêndoas.
Espaço SCA - Av. Dr. Emilio Ribas, 870 Capivari - Campos do Jordão
Ou através do telefone (12) 3663.4497
Informações sobre Campos do Jordão, promoçõets de hotéis e reservas em restaurantes, acesse os sites www. portaldecampos.com e http://www.camposdojordao.%20com.br/ ou http://www.cozinhadamontanha.%20com.br/