domingo, 9 de agosto de 2009

Risoto de Polvo e Azeitonas Verdes

Fotos Mauro Holanda
Confira o Risoto de Polvo e Azeitonas Verdes no restaurante Così.
A Casa surgiu no endereço onde funcionava o extinto Famiglia Melilli, no bairro central da Santa Cecília. Em 2008, os proprietários venderam o ponto a Renato Carioni, ex-chef do badalado Cantaloup, e seu sócio, Leonardo Recalde.
Depois de uma ampla reforma, a dupla finalmente abriu, em março, o Così - que já nasce com personalidade.
O chef Carioni tem vasta experiência - o que inclui passagem pela estrelada Enoteca Pinchorri, em Florença. Em sua nova casa, dedicase a receitas italianas, sobretudo da Toscana.
Este risoto é um bom exemplo da competência do chef. O polvo tem cozimento à parte por duas horas com uma solução de água, verduras, legumes, vinho branco, sal e louro.
Depois, junta-se ao arroz (carnarolli) para compor o prato, que é finalizado com manteiga e queijo parmesão.

Così R. Barão de Tatuí, 302
Tel.: (11) 3826 5088

Profissão: Comer & beber

Perguntamos aos críticos Josimar Melo e Arnaldo Lorençato e ao especialista em fatos da história da culinária, J.A. Dias Lopes, tudo o que você sempre quis saber sobre o jornalismo focado na gastronomia, mas não tinha a quem consultar

Aroldo de Oliveira Foto Mauro Holanda

São 12h30 de uma quinta-feira. Enquanto a clientela começa a chegar a um badalado restaurante no bairro dos Jardins, em São Paulo, uma das mesas, no fundo do salão, já está ocupada por um homem que chegou à casa sozinho.
Os clientes, a maioria deles jovens executivos, socialites e um grupo de modelos, mal davam atenção aos itens do cardápio. Estavam ali para "verem e serem vistos" - como é comum em muitos points gastronômicos da cidade.
Mas o homem no fundo do salão não só observava atentamente o menu, como questionava o garçom sobre as opções, perguntava a respeito dos ingredientes e, de quebra, fazia anotações. Nem o maître nem o garçom (que mal sabia explicar os itens do cardápio) deram bola ao solitário que ocupava a mesa do fundo. Quase 13h e um dos sócios (aquele que não coloca o dinheiro, mas é como um relações-públicas do lugar) chega pomposo ao restaurante que abrira há dois meses.
Ao bater o olho na mesa do fundo do salão, veio a tensão: "Aquele não é o Josimar Melo, crítico da Folha?", perguntou o garotão ao amigo. Pois é, o solitário inquieto na mesa do fundo era mesmo Josimar, que além de crítico da Folha é diretor do site Basílico e autor de alguns títulos literários sobre culinária, incluindo o utilíssimo Guia Josimar Melo. "Faço isso há 20 anos, é natural que seja reconhecido em alguns lugares, mesmo que, claro, a intenção não seja essa.
Aliás, isso nunca atrapalhou e nem vai atrapalhar, pois não adianta o serviço estar excelente, acima da média, os talheres e a louça serem de primeira, pois a se a comida não for boa, os ingredientes não forem ideais, a avaliação não será positiva", diz. Ele completa: "Mesmo que seja reconhecido e que for paparicado, se o cozinheiro ou chef não for bom e os produtos não forem frescos, de nada vai ajudar o serviço estar impecável. E tem outra: faço isso há muito tempo e vou perceber se a minha mesa é bem atendida e a outra, do lado, está congelada", comenta.
Josimar é avesso a fazer reservas, mas, quando tem de fazê-lo, inventa nomes dos quais nem ele se lembra. E como a polêmica é sempre o lance de ser reconhecido, ele reafirma: "Em viagem à França, acompanhei um crítico do jornal Le Figaro a uma visita a um restaurante. Enquanto todos pensam que os críticos de lá são totalmente anônimos, percebi que não é verdade. Ele conversa com as pessoas, é reconhecido, faz até um programa de televisão no qual vai ao restaurante com uma câmera e mostra a comida, mas isso não atrapalha em nada o trabalho dele", observa Josimar.

Falar mal não está no roteiro
Muitas vezes, o crítico é mal visto por dar notas ruins a algumas casas e sair como vilão de restaurantes que acabam fechando. Josimar diz que não tem prazer em falar mal dos outros, mas precisa informar com correção os leitores sobre sua percepção dos restaurantes. "Tento fazer meu trabalho de forma objetiva, mais técnica possível, seguindo meus princípios de avaliar, sobretudo, a qualidade da comida.
Sou independente e tenho liberdade total para dar minha opinião, o que é fruto do prestígio que adquiri ao longo dos anos. Sou responsável e jamais tenho a intenção de prejudicar; pelo contrário, adoraria somente comer bem e visitar restaurantes geniais, mas isso não ocorre no dia a dia." Ele foi um dos precursores da crítica gastronômica. "Antes tudo era festa, obaoba. Não havia uma avaliação mais rígida por parte da imprensa", destaca.
Ele lembra ainda que, em alguns países, a crítica é tão dura que chega a ser cruel, tamanha é a ironia empregada nos textos: "Há críticos da Europa que chegam a ser sarcásticos. Em vez de dizer que o molho estava desequilibrado, o cara fala que o chef fez um molho especial para a sogra dele", diverte-se. A nova empreitada de Josimar Melo é o programa O Guia, que estreou recentemente pela National Geographic, aos domingos.
O jornalista gravou 13 episódios para a série que tem o objetivo de mostrar a cultura gastronômica de vários países do mundo, incluindo França, Inglaterra, Turquia, Argentina, Brasil. Na França, gravou com Alain Ducasse e, em Londres, visitou a casa da estrela-chef Nigella Lawson, conhecida pelas receitas caseiras que executa num programa de TV. Ele mostra também a comida de rua de várias partes do mundo. Quando não está trabalhando, Josimar gosta de cozinhar e comer o trivial: "Adoro arroz com feijão e um bife acebolado".

Sem amizades na cena gastronômica
O jeitão tranquilo e independente do jornalista Arnaldo Lorençato esconde, de certo modo, o poder que ele tem nas mãos. Ele é o editor de gastronomia da revista Veja São Paulo, publicação com a média de 350 mil exemplares semanais e nada menos do que um milhão de leitores. Muito poder? "Não acho que seja uma questão de poder. Claro que a revista tem responsabilidade nas opiniões e nos conceitos, pois muita gente a põe embaixo do braço para escolher aonde vai a partir das indicações que lá estão.
Por isso, minha independência deve ser total. Tanto que, apesar de manter relações cordiais, não tenho amigos no setor de restaurantes para não comprometer minhas avaliações", informa. Quanto aos critérios, ele não vai, por exemplo, a lugares recéminaugurados e, em suas visitas, observa desde a hora em que é recebido pelo manobrista até o momento de pagar a conta. "Visito uma média de 10 restaurantes por semana, visitas sobre as quais publico cerca de 52 críticas por ano. Quando o lugar está muito aquém, nem publicamos. Depois de algum tempo, revisito a casa para avaliar se melhorou e, aí sim, posso escrever algo", diz ele que é responsável pelos mais de 500 restaurantes da edição anual do especial Veja Beber e Comer, na qual um júri formado por personalidades escolhe os melhores de São Paulo.
Lorençato tem uma carreira sólida nesta área. Começou na própria Veja São Paulo, publicando sua primeira crítica em julho de 1992. Saiu da revista no ano de 2000 para editar as páginas de gastronomia do caderno Fim de Semana do jornal Gazeta Mercantil. Depois voltou à Veja São Paulo, onde está até hoje. Com o crescimento da área de culinária na cidade, cresceu também a publicação, que dá, toda semana, um roteiro de 100 restaurantes, 50 bares e comidinhas, além de lojas de vinhos.
Tanta credibilidade não impede que ele, hora ou outra, veja seu nome envolvido em polêmica. Recentemente, saiu uma crítica sua sobre o restaurante Dalva e Dito, casa comandada pelos chefs Alex Atala e Alain Poleto. A amigos e pessoas próximas, Atala comentou não ter gostado muito do texto - cuja crítica não foi das mais positivas - e isso acabou gerando até fofocas sobre uma possível saída de Lorençato da Veja São Paulo. "Quanta bobagem. Quando foi publicada a crítica ao Dalva e Dito, eu estava em férias. Só isso", enfatiza.

Pingue-Pongue com Arnaldo Lorençato
Quais os três mandamentos para uma crítica justa e objetiva?
1. Evitar endereços recém-inaugurados.
2. Experimentar vários pratos do cardápio, preparados com diferentes ingredientes e técnicas distintas. Assim, pode-se avaliar a perícia do chef.
3. Em caso de uma crítica negativa, indicar também as qualidades do restaurante analisado.
Quando vai visitar um restaurante, você sente na hora se aquela casa vai dar certo ou não?
Não. É impossível saber. Há casas que começam com grande sucesso e, pouco a pouco, perdem o viço e a clientela. O oposto também é verdadeiro. Alguns lugares amargam um início sem muita freguesia, evoluem e conseguem vencer pela qualidade.
Qual a influência dos jornalistas no sucesso ou fracasso de um restaurante?
A influência do crítico pode ser grande quando ele trabalha em um veículo de repercussão, mas, em especial, para o sucesso e não para o fracasso. Aliás, o fracasso vem da maneira como os proprietários administram seu negócio e investem no aprimoramento da cozinha e do serviço.
Que países são as maiores escolas culinárias do mundo e estão à frente do Brasil?
Grande escola culinária do Ocidente: França, hoje abalada pelo avanço espanhol. A Itália impressiona por sua difusão mundo afora; do Oriente: Japão. E não acredito nessa história de o Brasil estar à frente ou atrás de outras cozinhas. A gastronomia não pode ser colocada numa raia olímpica, não é competição.
Um país onde se come muito bem é...?
Um só? É muito pouco. França, Japão, Itália, Brasil, Portugal, Espanha, Argentina... Não exatamente nessa ordem, ok?
E de ter comido pratos como...?
Neste ano na França, a île flottante de trufas negras do restaurante Alexandre, em NimesGaron, na Provence. A sensação é de puro deleite. Não só pelo chef Michel Kayser ter transformado uma sobremesa clássica em prato salgado, mas pelas texturas que ele cria. O merengue trufado vem sobre um molho sedoso de cogumelo cèpe cozido docemente no caldo de galinha. Um prato inesquecível, servido somente entre setembro e abril.
A culinária brasileira é ...?
Um rico painel de sabores que não se resume à feijoada.
Desejo comer agora um saboroso...?
Marzipã feito por Maria Grammatico na pequena Erice, cidade medieval da Sicília.
Meu trabalho é...?
Provar buchada de bode no almoço e foie gras no jantar. Ou vice-versa.
Eu me divirto com...?
Livros e óperas em DVD, acompanhados de uma taça de vinho.
Da minha infância, me recordo de... ?
Biscoitos de amoníacos feitos pela minha avó Agostina, parecidos com bolacha champanhe.
E de ter comido coisas como...?
Esfihas de coalhada seca do Bar do Titio. Deliciosas, eram preparadas pela libanesa Nena num boteco que não existe mais em Pirajuí, cidade do interior de São Paulo, onde nasci.
Quais os principais fatores que levam um restaurante ao sucesso?
Não existem fórmulas mágicas para um restaurante dar certo. Mas a qualidade da cozinha e a eficiência no atendimento são fundamentais.
E ao fracasso?
Pratos feitos sem inspiração. Ambientes sem charme também podem derrubar uma casa.
Um filme favorito sobre gastronomia?
Comer, Beber, Viver.

O grande entrevistado é o prato
O que Arnaldo Lorençato mais gosta em seu trabalho é o caráter jornalístico da atividade, pois pode compartilhar as experiências com os leitores. "Costumo dizer que o meu grande entrevistado é o prato e, felizmente, não tenho restrição alimentar nenhuma. Como de tudo", diz. O jornalista evita falar de seus lugares preferidos na cidade: "Lamento apenas alguns que fecharam e dos quais eu gostava, como o Supra, o Mandalum (árabe) e o Cacciatore, uma cantina muito agradável", comenta.
O tempo é precioso para Lorençato. Além do trabalho na revista, ele, com mestrado em cinema, dá aulas desta matéria e de jornalismo gastronômico no Mackenzie. No pouco tempo livre, aproveita para ler, ir ao teatro, ver filmes e ouvir música. Entre os momentos mais importantes de sua carreira, ele cita duas viagens, ao Japão e à Rússia, resultado de convites que recebeu de importantes órgãos governamentais. Em Moscou, deu palestra sobre culinária brasileira após receber convite do Itamaraty em comemoração aos 180 anos de relações bilaterais Brasil-Rússia.
"Foi muito interessante. Participei inclusive de dois encontros com jornalistas de gastronomia na residência do embaixador Carlos Antonio da Rocha Paranhos." No Japão, ele recebeu uma bolsa da Fundação Japão (Convite a Personalidades Culturais - Japan Foundation Invitation Program For Cultural Leaders). "Permaneci 15 dias no país e visitei Tóquio, Kyoto, Osaka, Yokohama e Matsue, entre outras cidades, para conhecer a culinária feita no Japão", conta. Lorençato é o único autor brasileiro a participar do guia 1001 Foods You Must Try before You Die, publicado pela editora britânica Cassell Illustrated, em janeiro de 2008. Ele escreveu 22 verbetes sobre cupuaçu, castanha de caju e até sobre a farofa de formigas apreciada no Vale do Paraíba.

Em busca da história da culinária
J.A. Dias Lopes não é crítico gastronômico - e faz questão de ressaltar isso. Ele adora pesquisar saborosos fatos históricos da gastronomia e tornou-se um dos poucos jornalistas dessa área que se interessam mais pelo lado filosófico da comida. E o faz muito bem afinal, não começou ontem. Trabalhou por 23 anos na revista Veja, cobrindo todo tipo de pauta. "Mas gostava mesmo de fazer reportagens especiais sobre comida e vinhos", diz ele. Morou três anos na Itália, onde trabalhou como correspondente e aprimorou seus conhecimentos sobre culinária.
Mas o interesse maior surgiu mesmo quando descobriu, na Espanha, uma obra do espanhol Felipe Gonzales sobre a história universal da gastronomia. "Vim para o Brasil com aquilo na cabeça e daí surgiu a oportunidade de participar do projeto da revista Gula, publicação na qual eu poderia, por meio das matérias, explorar este lado histórico dos alimentos tão pouco enfatizado até então". Dias Lopes dirigiu a Gula até recentemente.
Agora está em nova empreitada. Lançou a revista Gosto e define os objetivos da publicação: "As revistas se preocupam muito com a comidaespetáculo. Só isso não vende. Meu interesse é resgatar a história dos pratos que se tornaram conhecidos no nosso dia a dia e de que pouca gente conhece os fatos. Quero falar com a alma das pessoas e fazê-las lembrar dos momentos importantes de suas vidas, que se passaram principalmente em torno de celebrações em torno da mesa", enfatiza. Gaúcho nascido quase na fronteira do Brasil com o Uruguai, J.A. Dias Lopes tira referências para o seu trabalho das inúmeras viagens que faz - principalmente para França e Itália - e dos livros que coleciona.

Mapa do Brasil
No Brasil, ele destaca duas grandes cozinhas: a do Espírito Santo e a do Pará. "Mas o prato mais espetacular é o Cuscuz Paulista, rico em história e sabor", observa. E completa: "A torta capixaba - um empadão grande - é outra das grandes iguarias nacionais." O jornalista adora as comidas regionais por serem descomplicadas. "Gosto de comida para morder, saborear. O movimento que Ferran Adrià criou, da cozinha molecular, é importante, mas é só um movimento e vai passar, como tantos outros", polemiza. Além da direção da revista Gosto, J.A. Dias Lopes escreve ainda uma coluna semanal para o jornal O Estado de S. Paulo.

Pingue-Pongue com Josimar Melo
Em sua opinião, que países são as maiores escolas culinárias do mundo e estão à frente do Brasil? Muitos países, em geral aqueles que têm grande orgulho de sua própria cozinha - e por isso a cultivam como uma dado da cultura nacional. Posso citar todos os do Mediterrâneo, tanto ao norte quanto ao sul do mar. Agora que a gastronomia está ganhando importância no mundo, países ricos estão também conseguindo andar rápido e recuperar o tempo perdido (embora ainda com muito chão a percorrer), como Estados Unidos e Inglaterra.
Quais os três mandamentos para uma crítica justa e objetiva?
Observar a qualidade dos ingredientes, verificar a correção técnica dos pratos (pontos de cozimento, temperaturas, harmonia de temperos etc.) e ter sensibilidade para captar os traços de talento, criatividade, genialidade que um chef possa apresentar.
Quando visita um restaurante, você sente na hora se aquela casa vai dar certo ou não?
Temos um certo olho clínico, importante em muitas profissões, para perceber o potencial de sucesso, mas nunca dá pra ter uma impressão conclusiva. Nem sempre este sucesso é associado à gastronomia. Alguns lugares têm boa comida, mas esbarram em problemas de localização, de ambiente, de público, de preço. A interação entre todos estes fatores é imponderável. Impossível ter certeza sobre o futuro de um restaurante, no máximo dá pra dar um palpite.
Qual a influência dos jornalistas no sucesso ou fracasso de uma casa?
Não é tão grande quanto parece. Os brasileiros lêem pouco, a tiragem dos jornais e revistas é pífia no Brasil, e muita gente lê tão distraidamente que nem percebe o que está lendo. Acho que os elogios ou críticas ajudam a dar confiança aos donos de restaurante, as críticas podem ajudá-lo a melhorar, mas acho que em relação ao público a crítica não é decisiva para lotar ou enterrar um restaurante.
Um país onde se come muito bem é...? E por lá você experimentou pratos como...?
... aquele onde se encontra a boa cozinha tanto nos grandes restaurantes gastronômicos quanto nos pequenos restaurantes populares, ou na rua. Portugal é um bom exemplo. Itália também. França também, mas ficou tão turística que é preciso saber onde comer (nem todo lugar é bom, pelo contrário).
A culinária brasileira é...?
... rica, mas pouco valorizada ainda pelo brasileiros, coisa que felizmente começa a mudar.
Desejo comer agora uma saborosa...
... feijoada.
Meu trabalho é...?
Como outro qualquer. Se a gente gosta, é gratificante, mesmo tendo altos e baixos.
Eu me divirto com...?
Cozinhando em casa.
Quais os principais fatores que levam um restaurante ao sucesso?
O fundamental é a cozinha. O resto é um mistério. É fácil dizer que deve ter um bom ambiente, um bom serviço, uma boa localização e bons preços, mas alguns têm tudo isso e naufragam, outros não têm e duram anos.
Qual a melhor refeição que já fez até hoje?
Difícil dizer, talvez tenha sido um jantar no Château de Saran, em Champagne, harmonizando um kaiseki (menu-degustação com produtos de época, com vários pratos, cada um com uma técnica diferente) preparado por um chef de Kyoto, harmonizando os pratos com diferentes safras de champagne Dom Pérignon.
Da minha infância, eu me recordo de...? E de ter comido coisas como...?
... comida do Nordeste, feita em casa pelo meu pai, e em certa época num restaurante do qual ele foi sócio em São Paulo, Cabeça Chata (de cozinha pernambucana). Entre os pratos, a feijoada nordestina, que lá é feita com feijão roxinho e leva legumes como abóbora, repolho, maxixe... Tem, portanto, mais cara de um cozido, coisa que a feijoada não deixa de ser.
Um filme favorito sobre gastronomia?
O óbvio, A Festa de Babette.

Pingue-Pongue com J.A. Dias Lopes
Que países são as maiores escolas culinárias do mundo?
Meu coração fica sempre dividido entre a França e Itália. A alta cozinha da França é realmente fantástica, não tem igual. Na Itália, há a chamada Cozinha Casalinga, uma comida caseira italiana, sem firulas, muito difícil de ser interpretada, pois os chefs devem executar os pratos com ingredientes básicos regionais, sem mascarar o sabor dos alimentos. Por isso a Itália faz o caminho inverso de outros países: enquanto em muitos lugares o chef tornouse a grande estrela, lá eles têm de lutar muito para conseguir espaço, pois os princípios são severos e é difícil um profissional se sobressair.
Quais os principais fatores que levam um restaurante ao sucesso?
É bom lembrar que não sou crítico gastronômico, mas a qualidade dos ingredientes é muito importante, sempre. Nenhum chef faz uma comida boa sem bons produtos. Tendo bons ingredientes, entra o talento do chef, ou seja, ele deve saber executar com excelência as sugestões do cardápio. Por último, um serviço à altura. Tendo esses três itens, um restaurante é bem sucedido.
Qual a influência dos jornalistas no sucesso ou fracasso de um restaurante?
Creio que a influência é grande, sobretudo quando a crítica é feita de maneira irresponsável. Mas quando o restaurante é bom, tem uma culinária diferenciada, é difícil não dar certo.
A culinária brasileira é...?
Um grande mosaico, um arquipélago com ilhas espetaculares, dentre as quais destaco a culinária capixaba e a paraense.
Desejo comer agora um saboroso...?
Cuscuz paulista, um grande prato que faz parte de nossa cultura.
Meu trabalho é...?
Como não sou crítico, meu interesse está sempre voltado para a história da culinária. A história do homem está intimamente ligada à história de sua cozinha, e vice versa.
Eu me divirto com...?
Lendo. Sou um leitor obstinado, tenho inúmeros livros e um dos meus grandes prazeres é mesmo a leitura.
Qual a melhor refeição que já fez até hoje?
As melhores refeições incluem também boa companhia. Uma coisa está ligada à outra. A melhor refeição que me recordo foi no Piemonte, na Itália, onde provei um divino ovo frito com trufas brancas. Maravilhoso. Recordo-me também de como era prazeroso tomar vinhos com meu tio, no sul do Brasil. Os vinhos podiam não ser os melhores do mundo, mas a hospitalidade dele era tão boa que tudo ficava incrível.
Da minha infância, eu me recordo de...? E de ter comido coisas como...?
Nasci na fronteira do Rio Grande do Sul e me lembro da rica gastronomia daquela região. Coisas que as pessoas nem imaginam - afinal, o sul é conhecido pelo churrasco. Mas lá tem uma cozinha rica em ingredientes, sabores e uma comida bastante nutritiva, tanto é que é uma das regiões brasileiras com maior expectativa de vida. Dentre os pratos de infância de que me lembro, destaque para uma sopa de trigo integral. Recordo-me de como era prazeroso mastigar os grãos bem consistentes. Este prato era como uma feijoada sem porco e com uma costeleta de cordeiro dentro do caldeirão. Deliciosa.
Filme favorito sobre gastronomia?
Como Água para Chocolate.

domingo, 2 de agosto de 2009

Na região nobre da Mooca está localizado o Emporio 167 Pizza & Bar. Com decoração tropical e arquitetura moderna, esta casa serve especialidades, como a "picanha fatiada" e um variado cardápio de pizzas.
Nas noites mais quentes, um chopp bem tirado é a melhor pedida, combinando com o clima litorâneo proporcionado pelas palmeiras que se avistam de suas sacadas. E às terças-feiras, o Empório 167 promove uma apresentação teatral batizada de "Terça Cultural", com peças de alta qualidade. Imperdível!
Durante o inverno, o Empório 167 Pizza & Bar está com um cardápio diferenciado. Você pode degustar as deliciosas sopas e cremes especiais ou mesmo as receitas européias de "fondue" - camarão (nós sugerimos), queijo, carnes e frutas.
Empório 167 Pizza & Bar
Rua Juventus, 167 - Parque da Mooca
Tel. (55 11) 2606-0167

Dia dos Pais da Amor aos Pedaços

Para o Dia dos Pais, a tradicional doçaria Amor aos Pedaços preparou uma linha de produtos gostosos e criativos. Bolos, chocolates e bombons fazem parte das deliciosas sugestões para presentear o papai:
Os Copinhos de Chocolate Caipirinha, recheados com trufa de cachaça e trufa de caipirinha de limão, cobertos com chocolate ao leite e decorados com chocolate meio amargo ou branco (120g – R$ 18,80).
A Caixa Bombons Creme de Avelã, com bombons de chocolate ao leite, recheados com creme avelã e decorados com figuras de chocolate (200g – R$ 37,40)
A Garrafa de Chocolate (garrafa de chocolate ao leite, decorada com chocolate meio amargo e branco e recheada com bombons gotas de licor – 180g / R$ 37,40)
Mini Bolo Brownie de castanhas com doce de leite coberto e decorado com massa americana e figuras de chocolate – 150g / R$ 24,90) e, ainda
Placas de Chocolate (Placas de chocolate meio amargo, decoradas com figuras de chocolate ou de açúcar – 40g / R$11,40) para surpreender o homenageado.
Já para o almoço de domingo, o Bolo do Papai é a melhor opção para agradar toda a família. Ele é composto de massa de chocolate recheada com creme de trufa branca com leve sabor de conhaque e mousse de chocolate meio amargo, coberto com chantilly e decorado com chocolate e açúcar de confeiteiro (1450g / R$83,90).
Amor aos Pedaços

sábado, 18 de julho de 2009

Almoço no Piola

A rede internacional de pizzarias Piola no Brasil, localizada no bairro do Jardins está aberta para o almoço. A casa que ficou famosa por não se parecer em nada com as cantinas e pizzarias tradicionais da Itália, ao menos na decoração. Cores fortes, ambiente descolado e um cardápio caprichado fazem da casa um point ideal para o público jovem.
A Piola agora vem cada vez mais se diversificando e, além de tirar do forno as deliciosas bruschetas e antepastos, massas e, claro, redondas em variados sabores dá destaques para pratos fartos e bem elaborados no almoço. Experimentem o RISOTO DE COGUMELOS E FILÉ MIGNON, que é composto de três tipos de cogumelos frescos, funghi seco e cubos de filé mignon.


PIOLA
Alameda Lorena, 1765 / Jardins - São Paulo
Tel.: 11 3064 6570
Almoço: De segunda a sexta das 12h00 às 16h00 / Sábados e domingos das 12h00 às 18h00
Jantar: domingo a quarta das 18h00 às 2h00 - De quinta a sábado das 18h00 às 03h00
Email: jardins@piola.it

terça-feira, 7 de julho de 2009

O "Bauru" Chic

Apesar da criação do Bauru ser da cidade Bauru, interior de São Paulo, foi no Ponto Chic do Largo do Paissandu, na região central da cidade de São Paulo, que essa sensação se tornou marcante, a partir de 1934.
Apreciar esse sanduíche é voltar ao passado e vivenciar por alguns minutos o glamour dos anos 30, ainda presentes nas paredes desta casa no Largo do Paisandu – que hoje conta com outras filiais pela cidade. A mistura de queijos cremosos, derretidos, escapa pelas laterais do pão francês bem fresquinho. O rosbife tem gosto apurado e o pepino temperado dá um toque todo especial à receita. Essa sensação é feita com 250g de lagarto, queijo prato, queijo suíço, queijo estepe, queijo provolone, 1/2 colher de sopa de manteiga, rodelas tomate, fatias de pepino (deixado por quatro dias em uma conserva de vinagre de vinho branco), pão francês e sal.


Ponto Chic
Largo do Paissandu, 27 – Tel.: 222 6528 /222 9057
Site: http://www.pontochic.com.br/

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Lançamentos: GrèsCabotine Sensuelle e Cabotine Aquarelle

A Royal Opera Luxury Brands apresenta ao Brasil, com exclusividade, dois novos perfumes da linha Parfums Grès Paris, um deles recém-lançado na França e outro que promete ser a grande revelação para a Primavera / Verão 2009. Novidade nas prateleiras de Paris, Cabotine Sensuelle é uma fragrância quente e sensual, inspirada em sua original Cabotine e dedicada às mulheres femininas e vaidosas.
Criada pela jovem perfumista Sidonie Lancesseur, apresenta aroma agradável, sutil e bem equilibrado. Seu frasco e embalagem estão mantidos em tons terra e fogo, realçados com cores extravagantes em diferentes combinações.
Traçando uma nova proposta de Grès, Cabotine Aquarelle deve ser a sensação da Primavera / Verão 2009 e oferece uma fresca composição com espírito energético. Seu conceito se reflete na embalagem, que simboliza a interação do vento e da água, em um resultado de cores turquesa, aquamarine e branco.


Cabotine Sensuelle
Notas de cabeça: tangerina, pêssego e amêndoa
Notas de coração: flores de cravo, jasmim, gardênia e heliotropo
Notas de fundo: baunilha, almíscar e Patchouli

Cabotine Aquarelle
Notas de cabeça: grapefruti, pinapple e flores de pêssego
Notas de coração: Flores de Lotus, Ylang, Ylang e Jasmin
Notas de fundo: Madeira de cedro, âmbar, e musk branco
SAC: 0800 9709877

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Paella Don Curro

A dica da semana é servida na casa fundado em 1958 pelo toureiro Francisco Rios Dominguez, o restaurante Don Curro, que é considerado um dos melhores espanhóis da cidade de São Paulo.
A casa conta com uma decoração tradicional, na entrada, junto ao bar, grandes aquários com lagostas, que são mantidas vivas até o momento do preparo do prato.
A paella é preparada com lagostas, mariscos, camarões, frango e especiarias importadas diretamente da Espanha. Para acompanhar, a tradicional sangria ou vinhos espanhóis selecionados.
Os ingredientes usados na paella dão um aroma acentuado ao prato. Cores forte e formas alternadas dos fartos frutos do mar e da lagosta ressaltam a beleza e a decoração do prato e, já nos prepara para o que vamos apreciar. Realmente uma viagem as terras espanholas.

Don Curro
R Alves Guimarães, 230 - Pinheiros
Tel.: 3062-4712

terça-feira, 23 de junho de 2009

Sfogliatella da Di Cunto

O Tradicionalíssimo doce Napolitano da antiga DI CUNTO é dica da semana.
A iguaria é uma delicada massa folhada recheada, que deve ser pega com cuidado de quem pega uma jóia, pois pode desmanchar na mão. O recheio é um leve creme de ricota doce e frutas cristalizadas, que aguça o paladar de qualquer mortal. Tudo isso é oferecido com uma cobertura de açúcar de confeiteiro. Dá pra imaginar?
A DI CUNTO preserva a mesma qualidade e as mesmas características dos seus produtos, que ainda são elaborados artesanalmente. A família Di Cunto produz mil itens, entre bolos, tortas, doces, salgados e pães.
É a mais antiga fabricante de Panettone em atividade e, continua no mesmo local desde 1896, na Rua Borges de Figueiredo, coração da Mooca. Mais que um doce, essa sensação é um luxo, pois junta beleza, tradição e muito sabor.

Di Cunto
Unidade Mooca - Fone: 2081-7100 - Rua Borges de Figueiredo, 61/103
Unidade Tatuapé - Fone: 2295-3577 - Rua Padre Estevão Pernet, 87/91
Unidade Itaim Bibi - Fone: 3709-2119 - Rua Tabapuã, 1.123

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Carina Duek - Feminilidade e romantismo

Fotos: Daniel Cancini, Sidney Tuma
e Thais Antunes

Por Aroldo de Oliveira

Croquis, tecidos, livros e filmes... Arte e moda sempre fizeram parte do universo de Carina Duek (30), filha dos estilistas Nídia e TufiDuek. E foi assim, em meio a todas essas informações, que Carina começou a criar a sua própria moda. Formada pela Faculdade Santa Marcelina, a estilista passou uma temporada em Nova York para estudar - após fazer seu primeiro desfile, na Casa de Criadores, em 2003. Em 2005, voltou para o Brasil e abriu sua própria marca, a Carina Duek, dentro do grupo Fórum.
Com a venda do grupo, em 2008, tornou-se independente. Hoje ela já é considerada uma das maiores revelações da moda. "Gosto de desenhar roupas confortáveis, que valorizem a mulher. Isso está um pouco perdido na moda", diz a estilista, que é casada e não tem filhos.

Dicas da Carina:
Maquiagem: adoro o corretivo da Laura Mercier
Cosmético: o bronzing powder da Chanel - cor 21 toundra
Perfume: Chanel GARDENIA
Sapato: Burberry (Sandália preta com salto acrílico)
Bolsa: Chanel
Acessório: brinco
Jóia: Cartier
Melhor loja do mundo para fazer compras: Topshop em Londres
O que você não vive sem: meu Blackberry
Melhor destino para curtir as férias: gosto de praias bem tranquilas, como Iporanga, no Guarujá.
Melhor destino para ver tendências: Londres e Paris
Melhor destino para ir sozinho: Nova York
Melhor destino para esquecer de tudo: minha casa
Dicas da Carina: Topshop em Londres

terça-feira, 16 de junho de 2009

All Seasons - Fondue de Champignons com Pimenta Verde

A palavra fondue tem origem do verbo francês fondre, que significa derreter, fundir.
O fondue nasceu na Suíça, mais especificamente no cantão de Neuchatel, onde, nos tempos antigos, eram realizadas refeições comunitárias entre os camponeses. Eles aproveitavam sobras de pedaços de queijo e pão para preparar refeições nos meses de inverno.
As sobras de queijos eram depositados em um panelão comunitário - o "caquelon", origem das vasilhas de fondue de hoje - e transformados em uma farta refeição.
Aqui em São Paulo, um chefe suiço, Christophe Besse, chef do All Seasons, conseguiu repaginar essa receita e fez o Fondue de Queijo com pimenta-verde e champignons_ um toque especial na tradicional receita de queijo com a introdução de pimenta-verde e champignon aos queijos. Uma sensação imperdível para os dias frios paulistanos. Dentro do Golden Tulipa Paulista, que possui de pé direito alto, uma parede toda envidraçada com vistas para na Alameda Santos, meia luz e um belo fundo musical tocado em um piano, o fondue chega borbulhando. Pode-se ver vestígios das pimentas e dos cogumelos no queijo derretido. Esse ano o restaurante estará com o Festival de Fondue, com várias opções diferentes, entre os dias 02 de junho e 01 de agosto.
Os dias estão mais que propícios para essa maravilha de inverno.

All Seasons by Christophe Besse
Al. Santos, nº 85 – Cerqueira Cesar - Tel.: 31770436
Site: http://www.restauranteallseasons.com.br/

Sorvete no frio!

A dica vai para quem quer gosta de sorvete, mesmo no frio. A Cremeria Nestle está com um cardápio de sorvetes elaborados. O chef da cremeria dá o toque especial, misturando todos os ingredientes na exclusiva Mesa Gourmet. A Mesa mantém a temperatura ideal e a textura cremosa do seu sorvete. Isso resulta em um produto único, feito especialmente para você e com um sabor inesquecível.


Experimentem o Petit Gateau Gourmet - tradicional bolinho quente de chocolate com sorvete e calda de chocolate Nestlé ou a nova receita Strudel Royale - tradicional receita húngara de massa folhada crocante com maçã, acompanhada de uma deliciosa porção de sorvete, coberta com mel e um leve toque de canela. Uma delícia e são próprios para esse tempo frio. Higienópolis: R. Alagoas, 900 - Tel: 3823 2307
Shopping Anália Franco: Av. Regente Feijó, 1.739 - Lj OQ 35 Jd Anália Franco - Tel: 2643 4310
Shopping Frei Caneca: R. Frei Caneca, 569 - 1ª Andar – Lj 240 Consolação - Tel: 3472 2072
Shopping Jardim Sul: Av. Giovanni Gronchi, 5819 - Lj 180 - Tel: 3477 6383
Shopping Vila Lobos: Av. Das Nações Unidas, 4777 - Lj N 179 Piso Nações Unidas - Tel: 3024 3768

quarta-feira, 10 de junho de 2009

O conhecido pastel que não sai de moda

Foto: Daniel Cancini
Quem nunca ouviu falar do pastel de bacalhau do Mercado Municipal de São Paulo? Tenho certeza que você também já ouviu essa dica. O Pastel de Bacalhau é uma receita do “Bar Cinqüentão” criada há 3 décadas. Com o passar dos anos foi sendo cada vez mais conhecido e se transformou em um dos itens gastronomicos mais premiados e consumidos no Brasil e, talvez porque não dizer, no mundo_ já foi pauta até no Jornal The New York Times e no Discovery Chanel.
Horácio Gabriel e sua esposa Maria de Deus Ferreira, resolveram vender no Hocca _Na Rua G7 do Mercadão_uma receita de Bacalhau que aprenderam com seus avós.
Para incrementarem ainda mais a receita. também criaram uma massa típica de salgado, parecida com um fagazza, mas recheada com bacalhau do porto. Foi um sucesso! Passado alguns anos resolveram colocar este recheio especial em uma mais massa diferenciada, porém típica de pastel, e aí surgiu o PASTEL DE BACALHAU DO HOCCA BAR.
Não deixem de experimentar essa preciosidade, que leva cerca de 150 gramas de bacalhau do porto, e a preparação leva cerca de uma semana (entre desalgar, desfiar e preparar o recheio).


Hocca Bar
Rua da Cantareira, 306 - Centro - São Paulo - SP
Mercado Municipal de São Paulo - Rua G7 e Mezanino 5
Tel: (11) 3227-6938
Site: http://www.hoccabar.com.br/
E-mail: info@hoccabar.com.br

terça-feira, 9 de junho de 2009

Montanhas: fondue e chocolate

O Grupo Cozinha da Montanha de Campos do Jordão, que reúne os 24 melhores restaurantes da cidade, realiza cinco eventos gastronômicos por ano, visando oferecer ao visitante da estância uma gastronomia diferenciada em todas as estações, já que a cidade é sempre encantadora em termos de natureza, fl ores, clima e atrações. Mas é no inverno - alta temporada de Campos - que a alta gastronomia da cidade, representada pelos restaurantes do grupo, chega a seu auge, pois delicia centenas de milhares de pessoas ao longo de toda a estação.
Alem dos pratos da Temporada Gastronômica do Inverno, os turistas também podem participar de Aulas de Gastronomia de fondue e chocolate que acontecerão no Espaço SCA, aos sábados de junho, com os chefs dos restaurantes do Grupo Cozinha da Montanha.
As aulas são gratuitas para grupos de 30 participantes/aula


Fondues e seus homenageados:
Araucária - Fondue Amazonense, de tucupi com frutos do mar, homenagem ao chef de cozinha francês Patrick Ferry
Baden Baden - Fondue de chocolate com cerveja Baden Stout, em homenagem ao compositor Maurice Ravel
Bia Kaffee - Fondue Campestre, homenagem a Moulin Rouge
Fondue Caramello - Fondue Café Conhaque, homenagem a Toulouse Lautrec
Charpentier - Fondue de Queijo Camembert e especiarias, homenagem a Gustave Charpentier
La Gália - Fondue de Carnes Exóticas a Obelix, em homenagem a Gérard Depardier por sua encenação de Obelix no cinema
Le Capivari - Fondue de queijos, salmão defumado e shitake, homenagem ao maior chef de cozinha da França, Paul Bocuse
Lenz Gourmet - Fondue de Castanhas, homenagem a Linea do quadro Jardins, de Monet Matterhorn - Fondue de Mascarpone ao Bleu, Blanc, Rouge de Brigadeiros, homenagem à inigualável Edith Piaf
Mercearia Campos - Fondue de Champignons, homenagem à primeira dama francesa Carla Bruni
Safári - Fondue de Finas Ervas, homenagem à inesquecível Brigitte Bardot, que ama o Brasil
Serra da Estrela - Fondue Chinoise de Avestruz, homenagem ao chef de cozinha Laurent, incentivador da culinária francesa no Brasil

Chocolate especial
Todas as lojas de Campos durante a temporada terão novidades e os restaurantes receitas especiais nos cardápios, em versões salgadas e doces.
Araucária - Creme de maracujá, gotas de chocolate e sorvete de pistache
Bia Kaffee - Tarte Moulin Rouge, de chocolate com avelãs Caramelo - Nhoque de chocolate ao mel e conhaque
Charpentier - Souf é Sundae de Chocolate
Le Capivari - Fondue de chocolate crocante
Lenz Gourmet - Filet ao creme de chocolate, especiarias e shitake ao gratin de gruyère
Safári - Flor de chocolate com calda de frutas
Serra da Estrela - Mousse de chocolate, Cointreau e amêndoas.
Espaço SCA - Av. Dr. Emilio Ribas, 870 Capivari - Campos do Jordão
Ou através do telefone (12) 3663.4497
Informações sobre Campos do Jordão, promoçõets de hotéis e reservas em restaurantes, acesse os sites www. portaldecampos.com e http://www.camposdojordao.%20com.br/ ou http://www.cozinhadamontanha.%20com.br/

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Vale Suíço Resort Hotel - Opção de descanso


Para quem quer sossego e diversão nesse inverno, o Vale Suíço Resort Hotel é uma ótima dica. Com uma completa infra-estrutura de lazer e uma vista maravilhosa, o sofisticado Hotel oferece várias opções de lazer, boas acomodações, além de um lindo projeto paisagístico, que envolve 150.000 m² de área verde, com pinheiros, lago, arvores floridas, belíssimos jardins vistos de amplas varandas e janelas panorâmicas, que integram esta paisagem aos ambientes internos do hotel, tornando inesquecível sua estadia em todas as estações do ano.
Há também uma mini-fazendinha para as crianças se divertirem com os animais e várias opções de esporte radicais.
O Hotel também conta com Thermas de Inverno com cinco piscinas aquecidas, saunas, duchas, fitness, hidromassagem, turbilhão e deck fazem parte do complexo de lazer indoor composto de 2.300 m² de área coberta.
Reservas (11) 5031 3000 - São Paulo - (35) 3434 1077
Rod. Fernão Dias, Km 931 - Monjolinho Itapeva - MG
À 110 km de São Paulo

As espetaculares empadas Casa Godinho

A Casa Godinho foi inaugurada em 1888, e, é reconhecida pela diversidade e qualidade de seus produtos, na sua grande maioria importados. Por lá, grandes nomes da história, como Assis Chateubriant, Adhemar de Barros, Jânio Quadros, José Ermírio de Moraes, entre outros, que abasteciam com esses produtos de qualidade.
Muitos ainda recordam, como se estivessem fazendo uma viagem de volta no tempo, quando seus pais os traziam para passear no saudoso e maravilhoso Centro de São Paulo, para depois fazerem suas compras na Casa Godinho e levavam para casa o incomparável Bacalhau da Noruega.
Hoje, além dos tradicionais produtos, a Casa também possui uma minipadaria com um balcão de vidro que oferece uma variedade de delícias, entre pães, doces e salgados, além de sanduíches e as espetaculares empadas de palmito, bacalhau, camarão e alheira portuguesa, que são feitas com molho bechamel..._uma delícia!

Casa Godinho
Rua Líbero Badaró 340 - Centro
Tel. 3105-1625.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Dica dos Deuses

O Mosteiro de São Paulo é parada obrigatória na cidade de São Paulo. Os beneditinos chegaram em São Paulo em 1598, mas somente em 1634 foi criada a Abadia e a capela foi dedicada a São Bento. O local, que hospedou o Papa Bento XVI durante sua visita ao Brasil, abriga hoje, além da igreja (Basílica de Nossa Senhora da Assunção). Hoje o mosteiro possui aproximadamente 40 monges enclausurados.
Como era o desejo de São Bento, os monges devem encontrar no mosteiro o seu sustento, de tal maneira que evitassem a saída dos claustros monásticos. Por isso, suas atividades são normalmente realizadas no próprio local.
A Abadia de São Paulo, entre outras tarefas internas e capelanias, ocupa-se do ensino, com o colégio - em 2003 completou cem anos - e a Faculdade de São Bento, que inaugurou o primeiro curso superior de filosofia da América Latina.
O estabelecimento ainda possui um teatro, no qual são realizados concertos musicais e eventos em geral. Já o colégio oferece cursos e oficinas em alguns dias da semana (confira a programação no site). No entanto, são duas as grandes atrações do mosteiro: o visitante não pode deixar de conferir as missas com cantos gregorianos acompanhados do som de um grande órgão - ocorrem todos os dias, porém a missa mais tradicional acontece aos domingos, às 10h.
A outra grande atração é a lojinha, com pães, bolos, doces, biscoitos e geléias feitas pelos próprios monges e cujas receitas são seculares, guardadas no arquivo da abadia. A forma de preparar os quitutes só é transmitida a um outro monge para não se perder a qualidade com a massificação. Os preços são um pouco mais caros que os de padarias, porém os ingredientes são frescos, refinados e de primeira qualidade. Sem contar as embalagens requintadas e muito admiradas, um lindo presente para o turista levar para a família.

Provem o Bolo Laetare, uma receitas deliciosa dos monges portugueses do Mosteiro de Tibães, elaborado a base de farinha de amêndoas, ovos, canela e limão. Custo R$ 50,00
Os produtos estão nos domingos logo após a missa das 10h;
de segunda a sexta no horário de 7h às 18h; e
sábado de 7h30 às 12h.
Largo de São Bento, s/n - Centro
Tel.: (11) 3328-8799

terça-feira, 2 de junho de 2009

Vinho Romanée-Conti: Prazer para poucos!

Todos os amantes e especialistas do mundo do vinho são unânimes em reverenciar o mitológico vinho Romanée-Conti, que já foi descrito como “o encontro do cetim com o veludo”.
Considerado um dos vinhos mais caro do mundo, uma garrafa dessa jóia pode chegar a custar R$ 40 mil.
Produzido na França, em uma área de mais de 1,8 hectare plantados e uma produção limitada de garrafas por ano.
A história da Domaine de la Romanée-Conti é tão rica quanto longa. São onze séculos de registros que remontam aos monges da Ordem de St. Vincent, no século X. A propriedade teve vários donos até ser adquirida pelo príncipe de Conti, que acrescentou seu nome ao vinhedo. Na Revolução Francesa foi confiscada e, em 1794, é leiloada e troca de mãos entre diversas famílias até que Duvault-Blochet adquire a propriedade e anexa os vinhedos de Richebourg, Échézeaux e Grands-Échézeaux, em 1896.
O alto preço e a dificuldade para se comprar uma garrafa, são explicados pela reduzidíssima produção frente à grande procura.

A alquimista das artes Sônia Menna Barreto

Sônia Regina Gomes Menna Barreto de Barros Falcão, esse é o nome completo da única artista brasileira a ter uma obra na “Royal Collection”, da Família Real Britânica. Com uma trajetória muito específica e personalista, ela faz pouquíssimos quadros por ano, mas é, hoje um dos ícones das artes plásticas no Brasil e uma pioneira do uso da técnica glicée no país. Apesar de ser intitulada uma pintora surrealista, Sonia Menna Barreto, como é conhecida, acredita que sua obra é uma mistura de estilos e, o que há é um toque surrealista, pois ela não trabalha com material de sonhos e sim com o real.

Rosana Araujo / Fotos: Daniel Cancini

A história de Menna Barreto é única no mundo das artes e revela bem que um dom não dá para ser negado. Segundo ela, sua formação era em línguas, mais especificamente inglês, mas como não queria lecionar, resolveu ocupar seu tempo com aulas de pintura. “Em 1980, comecei a freqüentar o ateliê do artista Luiz Portinari, irmão de Cândido Portinari. Foram três anos de estudos com ele, mas com o tempo cheguei até a começar a usar a escola como um ateliê. Sempre gostei de pintura, desde criança, me lembro cheguei até freqüentar escola de pintura levada pelo meu pai. Também aos 16 anos conclui um curso de desenho no ateliê de Waldemar da Costa, que era um pintor português também bastante conhecido, mas nunca pensei que eu iria ser uma profissional das artes, e sim que seria apenas um hobby. Foi tudo naturalmente”.
Sua obra foi sendo aprimorada com o tempo e a artista teve contato com os trabalhos de Max Ernst, De Chirico, Magritte e Paul Delvaux, que foi decisivo para sua carreira, ao desenvolver seu lado intimista e criativo.
Em 1989, Menna Barreto realizou sua primeira mostra individual em São Paulo, com sucesso de público e crítica. Já no ano de 1991 a artista participou de uma mostra de gravuras em Nova York e, a partir de então, iniciou sua produção de serigrafias, que foram lançadas em 1995.
Já em 99, começou a editar suas próprias giclées. “Tomei conhecimento da técnica giclée, por volta de 1992, achei uma técnica maravilhosa e resolvi ser a minha própria editora. Giclée é uma palavra francesa usada nos EUA para nomear o processo, usado na impressão desta nova geração de gravuras. Podem ser usadas até 16 milhões de cores numa só giclée. A partir de um cromo do quadro original, é criado um arquivo digital de altíssima resolução. A artista passa, então, a trabalhar junto com a editora na correção e ajuste de cores e após a aprovação da matriz, a gravura é impressa individualmente sobre um suporte de tela ou papel permitindo que a qualidade da obra original seja totalmente preservada.
As edições são limitadas, numeradas e assinadas pela artista, sendo emitidos certificados de autenticidade, garantindo a origem da obra”, explica Sônia.

A obra
Sônia Menna Barreto, faz da sua produção artística a mais próxima expressão do homo ludens, o homem lúdico. Sua idéia é convidar as pessoas a um olhar mais atento ao que ela quer mostrar ou dizer. “Eu sempre conto histórias por meio da pintura. É o que eu mais gosto de fazer! Antes de eu começar a fazer uma obra há toda uma história na minha cabeça. Faço um roteiro; do roteiro faço uma pesquisa; da pesquisa, monto um cenário; desse cenário, fotos e, aí, parto para a pintura. Existe todo um processo”!
Apesar de ser intitulada surrealista Sônia produz suas obras por imagens reais e busca inspiração em tudo, não se prendendo a moda ou rótulos. “Tudo que vejo, que me chame atenção, acaba detonando alguma uma idéia. Tudo é inspirador, viagens para cidades como Veneza ou Paris são muito inspiradoras.
A internet, exposição, desfiles, livros... enfim, sou visual! Eu vejo e busco aguçar a imaginação das pessoas de todas as idades e nunca deixo de colocar um toque de humor, uma pegadinha ou uma brincadeira. Gosto muito de interagir! Por isso que a minha ligação com o surrealismo vai a te certo ponto! Não posso considerar meu trabalho unicamente surrealista.
Também não gosto da palavra, “tendência”. Pois nas artes não pode existir modismo. Quando falamos em moda, parece que se apaga tudo o que foi feito. Isso desmerece o trabalho dos artistas talentosos e atuantes”, acrescenta.
A artista conta que leva aproximadamente 2 meses para concluir uma obra, por isso as giclées funcionam perfeitamente para o trabalho dela. “Como o meu número de originais é pequeno e são absorvidos pelos colecionadores, muitas vezes nem chegam às galerias. Através das giclées, posso fazer exposições aonde quiser, trabalhar em vários mercados (como faço hoje) e ao mesmo tempo, posso criar novas obras e rever as que já fiz. Isso ótimo para o meu trabalho. Diferentemente da edição normal de giclées, a também trabalho a técnica mista, que tem uma edição menor e cada imagem e uma interferência minha, feita a óleo, com imagens novas criadas, fazendo com que cada obra seja única”, ressalta.

Nova fase
Sônia Menna Barreto sempre inova e agora esta diversificando seu trabalho para levar sua arte a vários lugares ao mesmo tempo. “Decidi não ser só uma artista de parede. Estou com um novo diretor de licenciamento que é o Luiz Piva e, com ele, estou começando a abrir mercados. Lancei pratos de coleção, agora vou fazer jogos, taças e copos com a minha marca. Até esculturas e moveis assinados e numerados irão fazer parte dessa minha nova etapa de trabalho. Quero expandir minha obra”!

Artista integrante da “Royal Collection”
O "Royal Collection” surgiu do Projeto Dueto, que é um projeto feito para empresas que têm afinidade com as Artes Plásticas e usam a arte para agregar e dar sofisticação a sua imagem perante o público. “Por meio do briefing dado pela empresa, “conto” a história com pincéis e imagens. A obra, no geral, passa a fazer parte do ativo, mas as gravuras que se fazem desta imagem têm um alcance ainda maior, pois são presenteadas aos fornecedores, visitantes e amigos da empresa. Já fiz trabalho Kablin Celucat, Shell, MO Cassino, entre outras.
Bem, fui contratada pela Shell para pintar o briefing escolhido sobre a Leonard Cheshire Foundation, que tem a rainha Elizabeth como presidente de honra. Quando comecei a entrar em contato com as pessoas da fundação, um deles que era muito próximo ao curador da Royal Collection, sugeriu que eu participasse de todos os trâmites para que a obra fosse realmente aceita e integrada a uma das mais importantes coleções de arte do mundo.
Passei por todo o processo de seleção da curadoria da Royal Collection e, assim por mérito, a minha obra passou a fazer parte desse importante acervo. Foi de fato uma experiência única”, finaliza.

Ateliê Sonia Menna Barreto
Tel.: 4208 2781
WEBSITE - http://www.mennabarreto.com.br/

domingo, 31 de maio de 2009

BECO DO BARTÔ: UMA EXPERIÊNCIA GASTRONÔMICA SURPREENDENTE

O Beco do Bartô é um daqueles achados gastronômicos de São Paulo. Fica em uma simpáica vilinha de casas no Paraíso, ao lado de uma loja de presentes. No pequenino ambiente, o charme de um bistrô vem à tona. Na cozinha, o chef Victor Vasconcellos executa com maestria pratos típicos de um autêntico bistrô, no qual a criatividade, aliada à técnicas que aprendeu com profissionais como Laurent Suudeau, tornam o local um ateliê gastronômico. O artista, Victor Vasconcellos, faz, por exemplo, um cassoulet que ninguém faz na cidade. Ao invés de feijão branco, ele usa favas. O prato, que demora dois dias para ficar pronto, leva carnes defumadas na própria fumaça do fogão, como dois tipos de linguiça, costelinha de porco e até uma saborosa coxa de pato, que desmancha na boca. Na finalização, o prato é gratinado antes de ir à mesa. Vale a pena provar também a costela laqueada, preparada no próprio suco da carne e servida com uma suave polenta mole. Imperdível.
RESTAURANTE BECO DO BARTÔ
Rua Sampaio Viana, 216 -Paraiso
Tel.: (11) 3884 0119